Da relação entre mimesis e corpo na obra de Adorno e Horkheimer

 

Alexandre Fernandez Vaz

O objetivo do presente trabalho é apresentar sucintamente alguns elementos do conceito de Mimesis tal como ele é tratado por Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, apontando suas afinidades eletivas com o tema da Corporeidade. Para isso começaremos caracterizando o comportamento mimético como forma de constituição e auto-conservação da espécie, para depois verificarmos o os impasses em que ele se encontra na análise do anti-semitismo da Alemanha hitlerista. Em um terceiro momento veremos como que do ponto de vista estético o conceito é "reabilitado", e quais implicações isso pode ter para a análise do movimento corporal.

Do caminho do Mito ao Esclarecimento

A capacidade mimética atravessa os vários momentos do processo civilizatório, tal como este é descrito e estudado por Adorno e Horkheimer no projeto da Dialektik der Auflärung. De forma esquemática, poderia ser dito que a capacidade mimética está intimamente relacionada com a auto-conservação da espécie, em um primeiro momento na imitação e reprodução corporal da natureza circundante, perigosa e ofensiva, empreendida por um Humano ainda pré-subjetivo que, como um camaleão, se adapta organicamente ao meio.

Além do componente filogenético, haveria outro, de caráter ontogenético, já que a capacidade mimética cumpre um importante papel nos mecanismos de aprendizagem infantil, por onde as crianças travam contato e apreendem os primeiros elementos culturais identificados aos pais e outras figuras identitárias - gestos, modos de andar, sentir, falar ou julgar.

Numa fase posterior a capacidade mimética (entendida agora como produtora de semelhanças) torna-se uma forma de aplacar a ira dos Deuses pelo assemelhamento à eles, via ritual mágico onde se empregam diferentes atos corporais ou marcas impreganadas no corpo, como danças e máscaras. Estaríamos agora já diante de uma "manipulação organizada da mimese", que segue um princípio fundamental do Mito, o da repetição, e tenta, através do exercício da magia, influenciar o meio circundante. De alguma forma, o mito já seria esclarecimento, uma vez que já está presente o elemento de cálculo, o olhar conseqüente que procura um fim.

O rompimento com o mito e o desencantamento do mundo exigem não mais uma aproximação por assemelhamento com a natureza ou com as divindades, mas por seu domínio e estranhamento, tornando qualquer forma de Mimesis algo proscrito, que deve ser recalcado.

"O rigor com que os dominadores impediram no curso dos séculos a seus próprios descendentes, bem como as massas dominadas, a recaída em modos de vida miméticos - começando pela proibição de imagens na religião, passando pela proscrição social dos atores e dos ciganos e chegando, enfim, a uma pedagogia que desacostuma as crianças a serem infantis - é a própira condição da civilização. A educação social e individual reforça nos homens seu comportamento objetivamente enquanto trabalhadores e impede-os de se perderem nas flutuações da natureza ambiente. É através de sua constituição que se realiza a passagem da mimese para a reflexão controlada. [...] A técnica efetua a adaptação ao inanimado a serviço da autoconservação, não mais como a magia, através da imitação corporal da natureza externa, mas através da automatização dos processos espirituais, isto é, através de sua transformação em processos cegos. Com seu triunfo, as manifestações humanas tornaram-se ao mesmo tempo controláveis e compulsivas."

Enrijecendo-se contra a natureza, afastando-se dela para poder dominá-la, os Seres Humanos procuram construir sua autonomia frente ao mundo circundante. Prerrogativa pra a formação do Ego e característica inquestionável do processo civilizatório, o domínio da natureza - e, portanto, a renúnica ao mimetismo que aproxima do inanimado - é interpretado por Adorno e Horkheimer em toda sua ambigüide. Em sua viagem de volta à Ítaca, Ulisses enfrenta os desafios impostos pelos mitos sem sucumbir à dissolução do seu Ego em estágios biológicos inferiores, que ao contrário do dos marinhreiros que o acompanham, torna-se cada vez mais forte.

A Dialektik der Aufklärung procura mostrar a duplicidade entre o medo de perder a própria identidade e o desejo inebriante de dissolver-se numa naturalidade primária. A análise dialética demonstra os dois lados que coexistem dialeticamente no mesmo sujeito, forte e fraco, que pagfa seu tributo cotidiano a civilização.

"A humanidade teve que se submeter a terríveis provações até que se formasse o eu, o caráter idêntico, determinado e viril do homem, e toda a infância ainda é de certa forma a repetição disso. O esforço para manter a coesão do ego marca-o em todas as suas fases, e a tentação de prdê-lo jamais deixou de acompanhar a determinação cega de conservá-lo. A embriaguez narcótica, que expia com um sono parecido à morte a euforia na qual o eu está suspenso, é uma das mais antigas cerimônias sociais mediadoras entre a autoconservação e a autodestruição, uma tentativa do eu de sobreviver a si mesmo. O medo de perder o eu e o de suprimir com o eu o limite entre si mesmo e a outra vida, o temor da morte e da destruição, está irmanado a uma promessa de felicidade, que ameaçava a cada instante a civilização."

Se por um lado o domínio da natureza significou progresso e possibilidade de autonomia, significou também a renúncia a satisfação plena e à uma relação reconciliadora com a natureza, a transformação do corpo (e de seus impulsos) em objeto não só de conhecimento, mas de domínio. Domínio da natureza significa nesse contexto, por exemplo, alienar-se daquilo que mantém o humano como parte da natureza, o próprio corpo. Faz sentido então dizer, que o corpo ainda que exercitado, permanece um cadáver.

Reduzido a uma objetificação tornada manipulável, o corpo mutilado possui uma fungibilidade inespecífica, diversa daquela da magia - que ainda possuia elementos qualitativos - e regida pelo princípio da equivalência. Esta fungibilidade é a mesma encontrada na divisão do trabalho, nos atletas ou nos cadáveres.

"Os que louvavam o corpo [na Alemanha fascista], os ginastas e excursionistas, sempre tiveram com o homicídio a mais íntima afinidade, assim como os amantes da natureza com a caça. Eles vêem o corpo como um mecanismo móvel, em suas articulações as diferentes peças desse mecanismo, e na carne o simples revestimento do esqueleto. eles lidam com o corpo, manejam seus membros como se estes já estivessem separados."

O corpo do animal manipulado no laboratório tem como correpondência o corpo humano tomado como operacionalizavel.

Se a asssimilação física é substituida pela mediação do conceito e do trabalho, a relação com a Natureza passa a ser identitária, onde os objetos reificados perdem sua qualidade, dissolvidos numa racionalide de estereótipos. "A fórmula matemática é uma regressão conscientemente manipulada, como já o era o rito mágico; é a mais sublime modalidade do mimetismo."

No entroncamento entre razão e política: impulso mimético e sociedade administrada

Ao se debruçarem sobre a análise do Nacional-socialismo, entendido como uma chave para o entendimento do capitalismo, e até certo ponto retomando a crítica platônica, Adorno e Horkheimer reencontram o tema da Mimesis, degradada em mimetismo (Mimesis qua Mimikry)., sob o signo da sociedade administrada.

Numa sociedade totalmente administrada, onde a razão perdeu sua potencialidade crítica, a renúncia ao impulso mimético em favor da civilização não conduz à realização plena das potencialidades humanas, de forma que ele permanece como força destrutiva, regresiva, distorcida, em linguagem freudiana pulsão de morte, dissolução/regressão do Ego em um estágio inferior, assimilação ao que está morto. Em lugar de reconciliar-se corporalmente com a natureza, o Eu que dela se afastara sucumbe à lógica do mesmo (do sempre-igual, na expressão benjaminiana), da identidade carente de mediação, o que significa, em última instância, a perda da individualidade, da unidade do Ego ("Nicht-mehr-man-selbst-Sein") Não há mais devir, vir-a-ser, e o indivíduo diluído no establishiment formalizado permanece como um sujeito cindido, incapaz de identificar a alteridade.

Nesse contexto, o impulso mimético é reorganizado politicamente. O Nacional-socialismo, produziu um novo mecanismo de submissão: a adesão do indivíduo ao sistema, não mais pela coerção do Ego, que, mediando a força do Superego, controlaria os impulsos primitivos. Importa agora liberar os impulsos até então reprimidos, tornando-os mecanismos de controle e dominação. A dependência perpetua-se pela expropriação do insconsciente.

O controle e a determinação subjetiva dos indivíduos não se restringiu a suprimir a rebeldia de uma natureza inconformada, mas tratou de incorpora-la como forma de dominação. O recurso ao mimetismo, como manifestação regressiva de uma natureza solapada, subjugada e desabrigada do trabalho reflexivo não só teria sido provocado por aqueles que racionalizaram a barbárie, como também teria servido para que esta obedecesse aos propósitos políticos então em voga: a sujeição da massa aos imperativos de um projeto imperialista, travestido de conflito entre raças.

Nos comícios nazistas, a gestualidade caricaturizadora dos judeus promovida por Göbbels e Hitler, "autorizando" uma manifestação hilária, gerava, pela identificação imediata das massas - sem a intermediação reflexiva e conceitual - um comportamento regressivo, necessário à consecução do projeto político do nazismo. Neste sentido, Horkheimer adverte que

"Seu efeito [das lideranças nazistas] sobre a audiência parece se dever em parte ao fato de que ao exibir impulsos reprimidos eles parecem estar batendo de frente com a civilização e patrocinando a revolta da natureza. Mas seus protestos de maneira alguma são verdadeiros ou ingênuos. Não se esquecem jamais do propósito de sua representação. Seu objetivo constante é atrair a natureza para que ela se junte a forças de repressão, pelas quais a própria natureza será esmagada."

A "compulsão mimética" (Mimesis qua Mimikry) é o mecanismo que, aproveitando as instâncias reprimidas pelo processo civilizatório, libera-as, promovendo uma falsa reconciliação entre ser humano e natureza. A imitação é uma reverência àquilo que está posto. Neste sentido, a Indústria cultural, a produção da desindividualização e da indiferenciação tomariam o lugar do Ego. O fascismo, acabaria por constituir-se como expressão da "união diabólica entre razão e natureza."

"O sentido das fórmulas fascistas, da disciplina ritual, dos uniformes e de todo aparato pretensamente irracional é possibilitar o comportamento mimético. Os símbolos engenhosamente arquitetados, próprios a todo movimento contra-revolucionário, as caveiras e as máscaras, o bárbaro rufar dos tambores, a monótona repetição de palavras e gestos são outras imitações organizadas de práticas mágicas, a mimese da mimese."

A massa que assite aos comícios é a fonte de onde se produz a figura do inimigo coletivo travestido na figura de uma "raça inferior", "natureza primitiva", por onde é canalizado todo o ódio à civilização. De forma inversa, o medo e o terror expressos pelo torturado - expresso na face dos judeus perseguidos - faz lembrar as reações arcaicas em relação à natureza, recordando o estado de natureza bruta, o que acaba gerando um terror ainda maior dos dominadores.

Por um lado, imitando os judeus, as lideranças nazistas "liberariam" as instâncias primitivas da massa conduzida aos comícios; por outro, apresentavam-se a si mesmos e a seus modelos ideológicos como o padrão a ser imitado - sobretudo corporalmente -, por onde então uma consciência desprovida de reflexão identificar-se-ia fácil e imediatamente.

"[. . .] é o reverso da mimese genuína, profundamente aparentada à mimese que foi recalcada, talvez o traço caracterial patológico em que esta se sedimenta. Só a mimese se torna semelhante ao meio ambiente, a falsa projeção torna o mundo ambiente semelhante a ele.[. . .] Os impulsos que o sujeito não admite como seus e que, no entanto, lhe pertencem são atribuídos ao objeto: a vítima em potencial. Para o paranóico usual, sua escolha não é livre, mas obedece às leis de sua doença. No fascismo, esse comportamento é adotado pela política, o objeto da doença é determinado realisticamente, o sistema alucinatório torna-se a norma racional do mundo, o desvio a neurose."

Mimesis, Movimento Corporal e Reconciliação

Nos protocolos de discussão da Dialektik der Aufklärung, encontramos interessantes indicações quanto ao tema da mimesis, que de alguma forma ficaram pouco desenvolvidas na versão final, mas que por sua vez nos oferecem preciosos indicativos de análise. É caso da relação entre mimesis e movimento corporal, especificamente o de tipo esportivo.

Segundo Adorno o esporte teria um momento de crueldade e agressividade, ligados ao mesmo tempo a uma lógica disciplinar e autoritária; onde os excessos seriam tolerados. O esporte seria ainda uma expressão típica de uma sociedade totalitária, donde então o paralelismo dos grandes eventos esportivos com as manifestações de massa da Alemanha nazista.

Ainda segundo Adorno, o esporte tornaria o corpo humano semelhante a máquina, ao contrário de devolver-lhe aquilo que a maquinaria lhe roubara. A afirmação ganha densidade se pensarmos que nas Minima Moralia Adorno destaca que o corpo humano somente em estado patológico assemelhar-se-ia a uma máquina.

No treinamento desportivo, onde o distanciamento entre sujeito e objeto é uma premissa fundamental, a ciclicidade das cargas, o ritmo pré-determinado, a estimulação cada vez mais intensa no sentido de uma adaptação "superior", a previsibilidade dos resultados, são exemplos que denotam um objeto a ser dominado. Se o domínio da natureza interna é um dos fundamentos da civilização, é bem verdade que tranformou-se, pela "naturalização" do ser humano, em exploração de uma natureza desqualificada.

Submetido a determinadas situações, o organismo responde de forma prevista e necessária aos estímulos. Só que não se trata, ou não deveria tratar-se, de um maquinismo que só pode responder automaticamente, mas de um corpo vivo privado de qualquer outra função que, de alguma forma, coloque em risco sua subordinação absoluta. O corpo como objeto a ser dominado, passa a ser controlado no sentido de nele ser provocado um adestramento interno. É nesse sentido que o corpo permanece um cadáver, ainda que exercitado.

A capacidade mimética não precisa necessariamente apresentar-se em sua forma deficiente em relação a corporeidade. Se é verdade que permanece um momento mimético positivo, não danificado, é porque o corpo, como órgão de expressão mimética, permanece potencialmente como natureza reconciliada.

Se a tarefa da filosofia é a reconciliação com a natureza, e da educação evitar que a barbárie se repita, talvez pudesse ser o papel da Educação Física proporcionar uma relação mimética, não autoriária entre sujeito e objeto. Uma relação que pudesse, no limite, aproximar esses dois polos, que no caso do movimento corporal coincidem, uma vez que o ser humano domina sua própria natureza.

Os temas da cultura corporal, e, mais especificamente, os da cultura esportiva, são exemplos privilegiados da prevalência de uma relação autoritária, dominadora e exploratória da natureza humana. A superação desta situação não se dá, no entanto, por qualquer recaída irracionalista, mas, ao contrário, pela garantia do primado da razão crítica e da mediação reflexiva (da negatividade)entre ser humano e mundo.

Uma indicação importante, de como se poderia pensar esta situação, nos é fornecida por Adorno na Teoria Estética. Lá é indicado um conceito mimesis, que associado a arte, restitui-lhe o caráter emancipatório, de produção de um saber. A mimesis seria uma forma da arte aproximar-se da natureza, mas não de dominá-la, de domesticá-la ou anulá-la; na arte residiria, ainda, possibilidade de um conhecimento que, não autoritário, reconhece seus próprios limites. No limite, uma relação simbiótica entre Eros e Logos.

Talvez a Educação física também pudesse ter a mesma relação com os elementos da cultura corporal. Uma aproximação não autoritária seria mimética, no sentido de que fosse presentificar essa cultura. Em lugar de um diletantismo irracionalista e de uma razão instrumental que exige o domínio da natureza interna - do corpo -, teríamos o domínio da relação com o corpo - e com o movimento corporal.

O esporte parece ser, muitas vezes, um mimetismo, uma "mimesis deficiente" dada pela identificação imediata e irracional. A técnica é colocada como um fetiche, um "algo em si mesmo", muitas vezes incorporado nos ídolos de ocasião - situação que interessa à manutenção da ordem de coisas, uma vez eclipsada a capacidade reflexiva. Contra este mimetismo, uma outra mímesis, aproximativa: "A actual perda de experiência poderia, segundo seu aspecto subjectivo, coincidir com o recalcamento amargo da mimese, que deveria ter-se transformado. [ . . .] Mas o comportamento estético não é nem mimese imediata, nem mimese recalcada, mas o processo que ela desencadeia e no qual se mantém modificada."

Bibliografia:

ADORNO, Theodor W. Gesammelte Schriften (Obras Completas), vol. 3, 4, 7, 10-1, 10-2,. Frankfurt am Main, Suhrkamp, 1997.

__________________. : Teoria Estética. (tradução de Artur Mourão). Lisboa, Edições 70, s.d.

ADORNO, Theodor W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos (trad. Guido Antono de Almeida). Rio de Janeiro, Zahar, 1985.

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______________. Iluminationen: Ausgewählte Schriften (Escritos escolhidos). Frankfurt am Main, Suhrkamp, 1977.

GAGNEBIN, Jeanne-Marie. Do conceito de Mímesis no pensamento de Adorno e Benjamin. In: ____ Sete aulas sobre linguagem, memória e história. Rio de Janeiro, Imago, 1997.

HORKHEIMER, Max. Gesammelte Schriften (Obras completas), vol. 12. Band 12. Frankfurt am Main, Fischer, 1985.

_________________. Eclipse of Reason. New York, Continuum, 1996. (tradução brasileira de Seabastião Uchoa Leite: Eclipse da Razão. Rio de Janeiro, Labor, 1976).

PLATO, Der Staat. (PLATÃO, A República)Hamburg, Felix Meiner, 1979.

ROUANET, Sérgio Paulo. Teoria crítica e psicanálise. São Paulo, Brasiliense, 1984.

STENDER, Wolfram. Kritik und Vernunft: Studien zu Horkheimer, Habermas und Freud. Lünerbur, zu Klapen, 1996.

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1  O tema já foi por nós tratado em uma dissertação de mestrado junto ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, com o título Razão e corporeidade: elementos para a compreensão da cultuta corporal na modernidade, defendida em agosto de 1995. Agradeço ao Prof. Dr. Selvino Assmann pela orientação. Atualmente no doutorado na Universidade de Hannover continuamos a pesquisar o tema.

2  Universität Hannover, Alemanha; CAPES, Brasil; UFSC, Brasil

3  ADORNO, Theodor W.. & HORKHEIMER, Max. Dialektik der Auflärung (daqui por diante DA). In: ADORNO, Theodor W. Gesammelte Schriften (Obras Completas), vol. 3. Frankfurt am Main, Suhrkamp, 1997.

4  DA, p. 205.

5  Cf. HORKHEIMER, Max, Eclipse of Reason. New York, Continuum, 1996 (daqui por diante ER); p. 114-115. Cf. também BENJAMIN, Walter. Über das mimetische Vermögen e Lehre vom Ähnlichen. In: ____. Gesammelte Schriften II-I (org. por Rolf Tiedemann e Hermann Schweppehhäuser). Frankfurt am Main,Suhrkamp, 1974.

6  DA, p. 206.

7  DA, p. 28 e ss.

8  Cf. o primeiro capítulo da DA, Begriff der Aufklärung (Conceito de Esclarecimento), p. 19- 60

9  DA, p. 19.

10 DA, p. 205. Utilizamos aqui a tradução brasileirade Guido Antônio de Almeida: Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos (daqui por diante DE). Rio de Janeiro, Zahar, 1985, p. 169.

11 DA, p. 88 e ss.

12 DA, p. 50-51; DE, p. 44-45.

13 DA, p. 267-268.

14 DA, S. 269, DE, 219 (tradução ligeiramente modificada).

15 DA, p. 283 e ss.

16 DA, p. 38

17 "A natureza desqualificada torna-se matéria caótica para uma simples classficação, e o eu todo-poderoso torna-se o mero ter, a identidade abstrata." DA, p. 26; 206; DE, p. 24.

18 DA, p. 206; DE, p. 169.

19 Cf. PLATO, Der Staat. (PLATÃO, A República)Hamburg, Felix Meiner, 1979; especialmente os livros III e X; GAGNEBIN, Jeanne-Marie. Do conceito de Mímesis no pensamento de Adorno e Benjamin. In: ____ Sete aulas sobre linguagem, memória e história. Rio de Janeiro, Imago, 1997; p. 81-106.

20 ER, p. 116.

21 BENJAMIN, Walter. Zentralpark. In: ____. Iluminationen: Ausgewählte Schriften. Frankfurt am Main, Suhrkamp, 1977; p. 245.

22 Cf.. STENDER, Wolfram. Kritik und Vernunft: Studien zu Horkheimer, Habermas und Freud. Lünerbur, zu Klapen, 1996; S. 114.

23 Cf a expressão de Adrono em. HORKHEIMER, Max. Diskussionprotokolle. In: ____. Gesammelte Schriften (Band 12, Herg. von Gunzelin Schmid Noerr). Frankfurt am Main, Fischer, 1985; p. 510.

24 "A sociedade global aparece como um exército de libertação que penetra, triunfalmente, em território ocupado, oferecendo sua alforria às populações escravizadas. O Ego é deposto, e o Superego, mandatário pouco confiável, perde seus poderes de representação. O Id está livre. Com uma pequena condição - a de obedecer, cegamente, à sociedade global. Le roi est mort; vive le roi. As forças do Desejo são desencadeadas, com a condição de colocarem sua liberdade a serviço do Todo. O indivíduo, reduzido a seu Id, identifica-se sem dificuldade com esse Todo, que o manipula de forma tão cientifica que a manipulação torna-se invisível." ROUANET, Sérgio Paulo. Teoria crítica e psicanálise. São Paulo, Brasiliense, 1984; p. 126, 127.

25 ER, p. 119. Utilizamos aqui a tradução de Seabastião Uchoa Leite: Eclipse da Razão. Rio de Janeiro, Labor, 1976; p. 130.

26 ER, p. 119, 122.

27 Cf. ROUANET, Sérgio Paulo. Teoria crítica e psicanálise. op. cit., p. 127.

28 ER, p. 122.

29 DA, p. 209; DE, p. 172.

30 DA, p. 194 e ss.

31 DA, p. 206-208 ; DE, p. 170-1.

32 DA, p. 211-212 ; DE, p. 174.

33 Cf. ADORNO, Theodor W.. und HORKHEIMER, Max. Diskussionsprotokolle, op. cit., p. 592-593.

34 Cf. ADORNO, Theodor W. Veblels Angriff auf die Kultur. In: ____. Gesammelte Schriften 10-1, S. 72-96, p. 79; ____.Meinung, Wahn Gesellschaft, In: _____. Gesammelte Schriften 10.2. Frankfurt am Main, 1997, p. 589; Diskussionsprotokolle, op. cit., p. 593. Uma pequena excessão é o texto Erziehung nach Auschwitz (Gesammelte Schriften, vol. 10-2, p. 681) onde o esporte é analisado de forma mais ambivalente.

35 Cf. ADORNO, Theodor W. Veblels Angriff auf die Kultur, op. cit., p. 80.

36 Cf. ADORNO, Theodor W. Minima Moralia: Reflexionen aus dem beschädigten Leben. In: ____ Gesammelte Schriften, vol. 4, p. 60.

37 Outros exemplos deste adestramento interno, seriam a dieta de supercompensação, que ludibriando o organismo na privação de glicogênio, eleva a assimilação de carboidratos; o treinamento em altitude, que colocando um elemento da Natureza, o relevo, contra outro, a produção de hemoglobina, provoca o incremento da capacidade aeróbica e da resistência necessária às corridas de fundo; os vários tipos de doping, que não são menos lógicos à dinâmica do treinamento desportivo do que qualquer dos seus outros elementos - o doping também corresponde à uma concepção que vê a Natureza como gratuidade.

38 Cf. ADORNO, Theodor W.. und HORKHEIMER, Max. Diskussionsprotokolle, op. cit., p. 512.

39 ER, p. 114.

40 ER, p. 123.

41 Cf. ADORNO, Theodor W. Erziehung nach Auschwitz; op. cit., p. 674.

42 Cf. ADORNO, Theodor. Ästhetische Theorie. In: ____ Gesammelte Schriften, vol. 7, op. cit., p. 111 Sigo aqui, as orientações do texto de GAGNEBIN, Jeanne-Marie, op. cit.

43 Idem, ibidem, p. 490.

44 Cf. Ästhetische Theorie, op. cit., p. 489. (tradução portuguesa de Artur Mourão: Teoria Estética. Lisboa, Edições 70, s.d.; p. 364.)

Analise funcional dos parques infantis

ANALISE FUNCIONAL DOS PARQUES INFANTIS

Gabriel Rodríguez Romo y J.Francisco Pouso Vinagre

Facultade de CC. da Actividade Física e do Deporte

Universidade Europea de Madrid

 

O xogo para o neno é unha necesidade vital e de carácter puro, espontáneo e pracenteiro, que vaille permitir explorar e descubrir o entorno que lle rodea, entreterse, divertirse, relacionarse cos demais, poñer a proba a suas propias habilidades, descubrir os seus límites...e, en definitiva, desenrolarse a nivel físico, intelectual, psicolóxico e social. Polo tanto, o xogo non é un mero pasatempo se nón unha actividade fundamental, unha autentica necesidade biolóxica que vai contribuir poderosamente o seu desenrolo integral.

1. O parque infantil, un espacio indispensabel no medio urban

Hoxe en día, a maior parte da poboación vive no medio urbán. No caso de España, a partir dos anos sesante produxeronse profundos procesos de transformación demográfica, cultural, social e económica, pasándose de maneira caótica e improvisada, dunha España agraria e rural a outra industrial, urbán e turística (Martínez del Castillo, 1991,1998). Como consecuencia deste proceso, as cidades medraron de forma rápida e desordeada, sendo mínimas e mal localixadas as reservas do chán para equipamentos colectivos en xeral e para zonas verdes, recreativas e deportivas en particolar. Os núcleos urbans fóronse consolidando progresivamente e a sua paisaxe escomenzou a estar dominada polo hormigón, o asfalto, o ladrillo,...As rúas, lugares que tradicionalmente acolleron o xogo ceibe dos rapaces tornaronse perigosas polo aumento do tráfico rodado, os solares sen construir escomenzaron a escasear como resultado da especulación urbanística e, ademáis, quedaron moi poucos vestixios dun entorno natural que antaño, ou no medio rural, era a fonte de inspiración de gran parte dos xogos infantis (Mir, Corominas, é Gomez, 1997).

Así os rapaces e rapazas que viven actualmente neste medio rural van dispoñer, polo tanto de poucos recursos e espacios axeitados para xogar ou desenrolar actividades físico-recreativas ó aire ceibe, agá que sexan creados de maneira específica. Neste sentido, Carranza, Bantulá e Busto, (1991), sinalan que para mellorar a relación cativo-entorno e contrarrestar os inconvenientes de vivir nunha gran cidade, sería necesario tomar, entre outras, as seguintes medidas: facilitar os nenos mais espacios de xogos; proporcionar os materiais e mobiliario necesarios que sirvan como soporte dos xogos e permitan enriquecelos o máximo e, finalmente, estimular e promover todo tipo de actividade lúdica de carácter educativo e recreativo.

De todos istos argomentos despréndese a imperiosa e ineludibel necesidade de crear en diversos lugares das grandes cidades tale como parques urbans de uso público, instalacións deportivas, centros de ensino, guarderías, prazas, etc; espacios específicos coma, por exemplo parques infantis que sirvan de soporte físico para o xogo do rapaz e no, que éste poida seguir sendo o que realmente é un ser activo

2. Situación pasada e presente dos parques infantis en España

No noso país durante os últimos anos producinse unha millora cantitativa e calitativa bastante notoria dos parques infantis en comparación con seu pasado recente. Sen enmbargo, tal e coma exponheremos a continuación, ainda queda moito por realizar neste sentido.

Tradicionalmente a area de xogo estaba composta por unha escasa variedade de espacios e equipamentos (básicamente columpios, tobogáns, balacins e sinxelas estructuras de trepa) construidos en ferro pintado de forma manual, en madeira sen tratar e en hormigon. Este tipo de material necesitado dun axeitado manteñemento que nunca se levaba a cabo, remataba por deteriorarse e converterse nun elemento potencialmente perigoso: óxido, aristas vias, roturas, astillas, etc (Martínez del Castillo, 1996).

Ademais, moitos dos aparatos comportaban tamén un elevado risco para o rapaz que facía uso dêles no só polos seus materiais de construcción, senón polo seu propio diseño.

Non obstante a partir de 1985 aproximadamente escomenzaronse a introducir en España os materiais e as técnicas de fabricación e tratamento que se desenrolaban noutros países da Comunidade Europea (D.I. Mein, 1991). Así escomenzan a aparecer no noso país parques infantis cos equipos creados a base de madeiras tratadas, acero galvanizado, poliéster, etc., ampliando a oferta de actividades e incluindo no seu diseño diferentes melloras, que mais adiante abordaremos de forma específica, para disminuir o risco de posibels accidentes. Igualmente apreciase un incremento na construcción deste tipo de espacio tanto en novos solares coma en zoas verdes, instalacións deportivas, etc. xa existentes.

Agora ben aínda existe nas nosas cidades un número moí elevados de parques e zoas de xogo infantis con escaso valor lúdico, carentes de manteñemento e altamente inseguras(OCU, 1994). Ademais ainda tivo lugar un aumento cantitativo distos espacios, os datos disponibels do II Censo Nacional de Instalacións Deportivas revelan que só un 20% das instalacions deportivas españolas dispoñen de áreas de xogo infantil en sentido xenérico (Martínez del Castillo, 1998) polo que as posibilidades de incrementar estas dotacións nos equipamentos deportivos son aínda bastante amplias.

Coñecida xa, a grandes rasgos, cal foi a evolución dos parques infantis en España gustaríanos presentar seguidamente una serie de directrices que, a noso entender, deberían guiar o seu diseño.

3. O diseño de parques infantis: proceso metodolóxico e características principais

Cando xa se dispon dun solar "idóneo" (localizado cabo as vivendas; cercano ou integrado en zoas verdes, deportivas...; alexado da polución do tráfico e dos usos urbanísticos, etc) para a creación dun parque infantil, seu diseño, ha de partir dun programa de ncesidades, cunha concepción que podería seguir un proceso metodolóxico como o que detallamos a continuación (adaptado de Martínez del Castillo, 1996):

1. Estudio detallado da superficie onde será instalado o parque infantil.

2. Determinación do grupo/s de idade ós que se vai destinar a zoa de xogo, así coma a densidade potencial de usuarios.

3. Definición a partires dos datos anteriores, do número e tipos de espacio e equipos de xogo mais axeitados para manter a relación usuario-equipamientos.

4. Formulación das necesidades de espacios auxiliares (aseos, botiquins, alamacens...), estableciendo o seu número e dimensións e dos equipos de servicio imprescindibels: fontes, soportes para bicicletas, teléfonos públicos, bancos, etc.

5. Establecemento das relacions e circulación entre as diferentes zoas do parque infantil.

6. Finalmente desenrolarse un boceto do Pran de Ordeación Xeral do parque, que permitirá obter unha idea aproximada do aspecto final da instalación, facilitando a realización de trocos ou outras combinacions antes de proceder a sua construcción defintiva.

Lóxicamente todo este proceso será o resultado dun traballo interdisciplinar no que interverian arquitectos, psicólogos, pedagogos, licenciados na Actividade Física, e no que séde cauce as opinións dos pais e por soposto, dos cativos, xa que istos serán o fin e o cabo os seus usuarios e destinatarios finais.

Chegados a este ponto, cabe plantexarse o seguinte interrogante qué características han de rexir o diseño do espacio e dos equipamentos?. Pois ben, da revisión de estudios precedentes realizados por diversos investigadores e profesionais do sector (Larraz, 1988; Ruiz Pérez, 1988; Hallmann y Zilling, 1991; Carranza, Bantulá y Busto, 1991; D.T.Mein, 1991, 1994; Carmona, 1992; IAKS, 1993; OCU, 1994; Bingen, 1994; D.T. Pista, 1994; Martínez del Castillo, 1996; D.T. Kompan, 1996; D.T. Jolas, 1996; Mir, Corominas y Gómez, 1997; Ritcher, 1998) deducense entre outras as seguintes:

1. Diversidad. Algún dos aspectos mais criticados dos parques infantis foron a sua excesiva monotonía e a escasa variedade de espacios e equipamentos. Así pois dado que o rapaz o largo de seu período de medramento vai atravesando por distintas etapas, nas que diferen tanto o seu grado de desenrolo motor como o tipo de conducta lúdica predominante (xogos funcionais, de roles ou simbólicos, de construcción, de movemento, regrados ou sociais...), sería indispensabel que a área de xogos contara con variedade de zoas e equipos que polo seu tamaño o función, favoreceran as conductas lúdicas e inherentes os distintos grupo de idade e etapas de desenrolo.

Do mesmo modo, outras variabels que poden contribuir a aumentar o efecto da diversidade e o valor lúdico do parque son a forma e á cota dos espacios e equipamentos. En conto á cor, é aconsellable o emprego de cores variados, vivos e luminosos, fundamentalmente primarios, que simbolicen acción, afecto, xubilo. A variabilidade tamén ten quen darse nas formas, recomendándose as irregulares, xa que as liñas, os ángulos rectos e as formas excesivamente regulares poden limitar a incitación o xogo e a curiosidade.

2. Sectorización. O espacio global debe estar dividido por zoas, en función dos distintos grupos de idade e das suas actividades e tipos de xogo, para evitar que interfinan entre sí. Esta circunstancia non supón a creación de áreas independentes, pois haberan de estar interrelacionadas.

3. Versatilidade. Para conseguir un óptimo aproveitamento do espacio de xogo, é fundamental que o parque esté dotado de equipamentos transformables ou modulares, é dicir, que poidan ser articulados de formas diversas, sustituidas facilmente cando quedan en desuso, trocados de lugar, etc. En consecuencia, a modularidade dos equipos de xogo permitirá realicar diseños diferentes cos mesmos elementos e ademais, proporcionará complexidade funcional, o que significa que poderán engadir progresivamente novos elementos que aumenten a motivación do usuario e amplien a gama de conductas motrices.

Para conseguir equipamentos transformables, é necesario que seus elementos estén unidos mediante pernos, tornillos, etc, e que a fixación ó chan se realice mediante os tornillos unidos a unha praca base en lugar de recibirlos sobre o hormigón.

4. Influencias climáticas. O parque con zoes de sol e sombra, e os equipos de xogo xamais estarán expostos continuamente o sol. Asimesmo, han de existir lugares onde os usuarios poidanse resguardar en caso de choiva. Tamén e importante sinalar que o parque teña que estar protexido de fortes correntes de vento, empregándose preferentemente barreras naturais: árbores e arbustos, propios accidentes de terreo, etc. Este feito non impedirá que conte cunha ventilación suficente para evitar a formación de humidades e aportar aire salubre.

5. Planimetría, altimetría e entorno xeral. Co obxeto de que o parque sea agradabel e estimulante, recomendase que existan zoas de diferentes alturas aproveitando os propios desnivdeis de terreo para a ubicación de determinados equipamentos, (tobogans, tiroliñas, etc). Polo tanto, non é convinente explañan por compreto a superficie do solar cando se vai a proceder a construcción. Do mesmo xeito, é moi importante que o espacio dispoña de vexetación diversa respetando, sempre que sexa posibel, a que ya existía anteriormente e evitando a das prantas espinosas. Por outra parte, a presencia de estanques, riachuelos, fontes, cascadas, etc, contribuirá a mellorar ainda mais a sensación de benestar.

6. Eliminación de barreras arquitectónicas. A hora de diseñar o parque infantil e moi importante non esquencerse dos nenos con necesidade especiais (limitacións de movilidade, diferencias sensoriais...) a fin de que non queden excluídos das posibilidades de xogar o aire ceibe xunto a outros nenos.

Mediante pequenas adaptacións (inexistencia de obstáculos sobresaíntes, ausencia de grandes deniveis, pavimento axeitado, rampas para enlazar diferentes altura e facilitar o acceso os equipos de xogo, pasamáns, etc.), de coste non moi elevada cando ainda non se emprendeu a construcción do parque, pódese lograr que os cativos cunha discapacidade acceden e circulen polo espacio de maneira autónoma ou con mínimas axudas e empregen os equipamentos sen perigo.

7. Manteñemente. Como ya apuntábamos o abordar dos parques infantis en España, os materiais empregados tradicionalmente na construcción dos equipamentos (madeira sen tratar, ferro pintado manualmente e hormigón), requerían un manteñemento continuo e coidadoso, dando lugar a situacións de inseguridade o non efectuarse as labores de manteñemento pertinentes. Por elo, é primordial que os materiais que se empregan sexan de facil e reducido manteñemento o que axudará a preservar a sua hixiene e seguridade. Hoxe en día, o mercado ofrece gracias as novas tecnoloxias un amplio abanico de materiais con estas características. Algunos exemplos de elo son:

- Madeira contraplacada: formada por numerosos priegues de madeiras prensada, e cunha capa final lacada en poliuretano sen promo ou con resinas fenólicas, ofrecendo un comportamento hidrófugo e unha alta resistencia o desgaste.

- Madeira de diversos tipos (pino norte, pino canadiense...) tratada mediante o sistema de célula chea denominado dobre vacío, que consta das seguintes fases: vacío inicial para extraer parte do aire da madeira; inyección dun protector e vacío final para regular a cantidade do protector. Desta forma a madeira pode estar exposta a intemperie un mínimo de 7 anos, descartándose perigos de roturas por pudricións e insectos.

- Acero inoxidabel galvanizado, de elevada resitencia o vandalismo e cun excelente comportamento frente a corrosión.

- Poliéster reforzado con fibra de vidrio.

De cualquera xeito, o emprego de materiais de reducido manteñemento, non exime do desenrolo dun plan de conservación e manteñemento, xa que moites elementos terán que ser sustituidos, reparados ou postos a punto, debido o seu desgaste normal polo uso ou as accións vandálicas que tan frecontes son nestas instalacións. Só así garantizarase que os criterios iniciais de seguridades con que foi concebido o parque manteñanse no tempo.

8. Segurida. Un dos principais ouxetivos que os parques, seran necesesaris nunha gran cïdade, e a de ofreceselle o a os nenos un entorno seguro no que poidan satisfacer os suas necesidades de xogo libre e de movemento, alexandolo de logares peligrosos e pouco ordenados: ruas, aparcamentos, etc. Pro, e evidente que os xogos dos nenos, xunto co divertimento, leva uns componentes moi unidos de experimentación, exploración, busqueda natural dos seus limites...En consecuencia, a area de xogo supoñe para o neno un certo desafio e animalle a ir vencendo gradualmente pequenos retos. Este ouxetivo nunca lle chegaria a o neno si se lle proporcionara un entorno de sobreprotección, completamente aseptico e carente de risgo. Pequeños golpes, arañazos, etc, resoltan beneficiosos para que o neno conoza e asuma o seus propios limites.. Agora ben, o que e inaceptable e o risgo non calculado que poida dar logar a acidentes graves. Polo tanto, tense que alcanzar un punto de equilibrio que permita favorecer los dexesos de retos e descobrementos do neno e ao mesmo tempo, garantice a sua segurida.

Con iste animo, expertos de toda Europa tras varios anos de traballo, elaboran unha normativa de seguida para equipamentos e zonas de xogo, e o punto de partida fue a antiga norma alemana DIN 7926. Os frutos tangibles da nova normativa son duas euronormas unificadas. EN 1176 (aparatos de parques infantis e manteñemento) e EN 1177 (suelos amortiguados para parques infantis), que poderen adquirir carácter vinculante no ambito nacional pola lei.

Poïs ben, para finalizar esta exposición, indicaremos alguns requisitos a ten enconta para garantizar a segurida no parque infantil, o espacio de xogo como equipamentos que o integran.

8. 1. Requisitos da segurida no espacio de xogo:

- Cerramento. E necesario que o parque posesa un cerramento perimetral e un reducido numero de aceros, especialmente si a su ubicación e proxima as zonas de tráfico rodado. Facilitarase a supervisión dos neños e evitarase que saian de manera imprevista a rua.

- Area de segurida ou zona pequeno uso. Todos os equipos de xogo teñen que contar con unha superficie libre e carente de obstaculos para un uso seguro. A sua magnitud dependera da altura e do tipo de aparato (estático o dinámico).

- Pavimentos. Gran parte dos grandes accidentes que acontecen nos parques, son consecuencia das caidas. Debaixo dos aparatos de certa altura, etc, teñen que instalarse pavimentos con capacidade para a absorción de impactos. O decidir que tipo de pavimentos implantar teñen que valorarse en primer lugar, que por arriba dos costes iniciais da inversión, variables coma os costes posteriores de manteñemento, a altura crítica (altura maxima na que unha caida no chou en questión sige sindo segura) a facilidade de limpeza, a adherencia, a adaptación a nenos con discapacidade, etc. No obstante, a continuación faremos unha breve analise das ventaxas e inconvenientes de diversos tipos de pavimento (Bingen, 1994):

 

 

TIPOS DE PAVIMENTO EN RELACIÓN CO A ALTURA DE CAIDA

Tipos de pavimentoAltura de caida (metros)
1234
 * *  
Hormigon, asfalto, pedra      
Terra      
Herba      
Sinteticos: caucho co poliuretano

latex co poliuretano

      
Arena, gravilla, cortezas vexetais      

* Equipos do xogo con plataformas protexidas mediante vallas de 85 cm. De atura menima.

Fonte: modificado de IAKS (1993) y Bringen (1994)

- Hormigón, asfalto, pedra. Totalmente desaconsellados xa que non poseen capacida para a absorción de impactos, se son os mais apropiades cara os seus costes.

- Terra. Sen podere amortiguar as caidas tamen e moi reducido, pois co a utilización se compacta aumentando a su rigidez. Ademais, debido o desgasta polo uso, moites veces quedan o descuberto a cimentación dos equipamentos.

- Herba. Se ben as suas propiedades de amortiguamento son mellores que as dos pavimentos anteriores, non soporta o uso intensivo a que isten sometidos nas zonas de xogo.

- Pavimentos sintéticos. Bon comportamento para a absorción de impactos, ainda co uso intensivo se amortizan ao cabo de poucos anos, gracias as suas menores exixencias de manteñemento.

- Arena, gravilla e cortezas vexetales. Posen boas cualidades amortiguantes pero bastantes inconventes. As cortezas vexetales teñen un periodo de vida moi corto debido a putrefacción. Todos ellos desplazanse con o uso e polo tanto ai que istar realizando continuamente operaciones de nivelación para aumentar o espesor correto. Endesamais, a arena tamen deben rastrillarse frecuentemente para evitar a sua compactación. Por outra parte, son pavimentos pouco éxienicos e ningún e apto para nenos con discapacida.

8. 2. Requisitos de segurida nos equipos de xogo mas frecuentes:

- Acabado dos equipos. As union intre os elementos que compoñen o equipamento teñen que realizarse mediante trornilleria de acero galvanizado ou acero inoxidable (nunca clavos), que quede apantallada por pezas contiguoas ou empotradas e, no caso de sobresair tera que revestirse. Ninguna parte de equipo ten que presentar aristas vivas, todos os cantos estaran redondeados. Os elementos de madeira non mostraran grietas nin zonas astilladas.

- Tobogans. Recomendase que a altura non supere os 2’5-3 m. A plataforma de espera debe contar coa protección lateral e unha barra transversal a o inicio da rampa de deslizamento. A union intre a plataforma e a rampa ten que ser continua, sin resaltes ni aristas. A superficie de deslizamento sera de unha soa peza, construida preferentemente en acero inoxidable ou en poliester co fibra de vidrio, e co protecions laterais duns 10-15 cm. de altura. O tramo final da rampa ten que ser reto, suficientemente largo para frenar a velocida do neno, co o extremo utimo redondeado e a unha atura maxima de 35 cm.

- Columpios. Os asentos siran de materias lixeiros coma, por exemplo, caucho, e a unha altura libre ata o chan adaptarse a os anos dos usuarios. Nunha soa estructura non debense suspender mais de dous asintos, para evitar colisions. E aconsellable que as cadeas sexan de acero galvanizado e co unha luz de eslabon inferior a 8 mm. para evitar que o neno introduzca accidentalmente os dedos en eles. Si polos motivos de carga tiveranse que emplear con luz de eslabon superior, recomendase revestilas mediante tubos flexibles. A fixación das cadeas a estructura de soporte farase a traves de rodamentos para evitar as fricions e roturas.

- Estructuras de trepa. Seu anclaxe no chan ten que ser firme e a atura máxima no ten que ser superior a 3-4 m. A través das suas medidas constructivas adaptaranse o grado de dificulta as aptitudes dos nenos que vaian a utilizalas. No diametro dos asideiros sera adecuado a a man do neno. Nunca teñen que presentar angulos agudos inferiores a 50º , nin aberturas ou buratos nos que os nenos poidan quedar enganchados pola cabeza. Para a construcción das redes debese evitar a soga, xa que co o uso e os factores climaticos deteriorase moi rapidamente. Si se emplean cadeas, teranse en conta as consideracions xa realizadas con anteriorida. Unha boa solución e que as redes isten constituidas por cables de aceiro galvanizado entrelazados e recubertos de poliamida. As unions intre os cables da rede resolveranse de tal maneira que o neno non poida introducir os seus dedos en elas.

- Balancines. A atura de balanceo ten que ser reducida. Deben contar necesariamente con un sistema que amortigüe o impacto de balacin contra o chan e que endesamais, colabore a evitar o progresivo desgaste do chan baixo os asentos e o conseguinte aumento de atura de balanceo.

- Modulos combinados ou estructuras multi-xogo. No propio diseño do equipo ten que impedir que os nenos poidan subir a os logares que non son concebidos para iso. Deben incluir soamente elementos de xogo estatico a fin de evitar as colisions. As protecions ou barandillas teñen que istar formadas por planchas completas ou por barrotes verticais, xa que a sua disposición ourizontal facilitara a que os nenos subanse por eles. Debense vixiar os angulos e o tamaño dos buratos que quedan na estrutura, ainsi coma as ranuras ou buratos que poidan aparecer polo uso nas zonas de paso. En xeneral, os diferentes equipos que compoñen o modulo ten que responder a os criterios xa citados.

 

4. Bibliografía

- Bingen, G.(1994). "Protección de caídas en instalaciones de juegos infantiles". Instalaciones

Deportivas XXI, 71, 17-20.

- Carmona, M. (1992). Suelos para la seguridad de los niños". Instalaciones Deportivas XXI, 51, 40-42.

- Carranza, M., Bantulá, J. y Busto, C. (1991). 'El aprovechamiento pedagógico de las áreas de juego infantiles'. Instalaciones Deportivas XXI, 45, 43-46.

- D.T. Jolas, (1996). "Jolas, seguridad a través de calidad". Instalaciones Deportivas XXI, 85, 17-21.

- D.T. Kompan, (1996). "Kompan, aprender jugando". Instalaciones Deportivas XXI, 85, 25-30.

- D.T. Mein, (1994). "Valores educativos y diseño de parques infantiles". Instalaciones Deportivas XXI,68, 24-27.

- D.T. Mein, (1991). "Los niños juegan". Instalaciones Deportivas XXI, 45,61-63.

- D.T. Pista, (1994). "Jugar con seguridad". Instalaciones Deportivas XXI, 68, 30-32.

- Hallmann, H. W. y Zilling, J. (1991). Parques Infantiles. Málaga: Unisport.

- IAKS, (1993). "Aparatos para campos de juego e instalaciones de deporte escolar". Instalaciones Deportivas XXI, 63,41-48.

- Larraz, A. (1988). "El acondicionamiento de zonas de juego para niños". Apunts. Educación Física y Deportes, 13, 10-18.

- Martínez del Castillo, J., et. al. (1991). Las Instalaciones Deportivas en España, Madrid: MEC-CSD.

- Martínez del Castillo, J. (1998). Las Instalaciones Deportivas en España, II Censo Nacional 1997. Madrid: MEC-CSD.

- Martínez del Castillo, J. ( comp.) (1998). Deporte y Calidad de Vida. Madrid: Ed. Librería Deportiva Esteban Sanz.

- Martínez del Castillo, J. (1996). "El Real Decreto 1004/1991 y las instalaciones deportivas escolares.Criterios de interpretación, concepción y diseño". Habilidad Motriz, 8, 38-50.

- Mir, V., Corominas, D. y Gómez, M. T. (1997). Juegos de fantasía en los parques infantiles. Madrid:Narcea.

- OCU, (1994). "Parques y zonas de juego infantiles". OCU-Compra Maestra, 165, 4-13.

- Richter, J. (1998). "La seguridad en los parques infantiles". Instalaciones Deportivas XXI, 93, 20-23.

- Ruiz Pérez, L. M. (1988). "Espacios, equipamientos, materiales y desarrollo de las conductas motrices". Apunts. Educación Física y Deportes, 13, 19-23.

Influencia do espacio e do mobiliario na actividade física e deportiva de Santiago de Compostela e Ferrol

 

1. Introducción

A idea deste traballo xorde do noso interese sobre o "uso da cidade como espacio de xogo", "da invasión da rúa e lugares urbanos pola circulación"... frases que escoitamos en máis dunha ocasión a D. JL. Salvador Alonso e que nos fixeron pensar no progresivo cambio do LUGAR DE XOGO e ACTIVIDADE FÍSICA AFECTIVA-SOCIAL da poboación nos núcleos urbanos.

Aínda hai pouco, "na rúa aprendíase a xogar, había encontros e desencontros... descubríanse os límites e o ben se separaba do mal ... completábase a súa preparación e ensinanzas das escolas" (Castro González, C. e outros). Hoxe en día, o tráfico e demais perigos da cidade encerra ós nenos e adultos nos seus pisos, co que a actividade física vive de costas ó aire libre ou adaptándose ó contorno urbano.

Na busca dalgún motivo concreto do noso obxecto de estudio, intrigados polos plantexamentos xa expostos, chegamos á conclusión de intentar relaciona-los espacios urbanos e a súa relación coas actividades físicas que alí fai a xente... ¿que tipo de actividade física se practica nas rúas hoxe en día... que antigamente tanta trascendencia tiñan?; e ¿que importancia ten a morfoloxía dos espacios urbanos?... Buscando unha resposta fixemos un estudio en dúas cidades galegas: Santiago de Compostela e Ferrol.

2. Metodoloxía

A recollida dos datos fíxose por medio dunha planilla de observación, na que tratamos de recolle-lo maior número de datos que tivesen relación co noso estudio.

Na cidade compostelá fixéronse tres recollidas por mor de que as dúas primeiras foron en días festivos e isto puidese influír nos datos. En Ferrol fíxose unha recollida repartida en dous días; isto fíxose para contrasta-los datos recollidos en Santiago.

3. Conclusións de Santiago de Compostela

- O número de persoas que realiza actividade física usando o mobiliario urbano é baixo.

- O número de persoas que goza empregando as prazas para facer actividade física é baixo.

- O tipo de actividade é pouco diversificada.

Tipo de actividade

1.ª recollida

2.ª

3.ª

TOTAL

%

Voleibol

0

0

0

0

0

Pasear

736

208

128

1072

74,65

Correr

1

0

1

2

0,13

Fútbol

7

16

3

26

1,81

Patín

5

18

1

24

1,67

Monopatín

0

0

1

1

0,06

Baloncesto

0

7

1

8

0,55

Pelota

2

0

4

6

0,41

Uso mobiliario

0

50

15

65

4,52

Música

4

0

0

4

0,27

Bicicleta

0

10

0

10

0,69

Malabarismos

0

2

0

2

0,13

Xogos infantís

0

18

0

18

1,25

TOTAL

755

299

154

1436

100

- As prazas do casco antigo, feitas de baldosa antiga, condicionan o seu uso de cara á actividade físico-deportiva.

- Percíbese o emprego da rúa e da cidade en xeral coma un monumento turístico-cultural, a coidar, contemplar polos seus cidadáns e por isto non moi dado a excesiva actividade.

- A realidade mesma demostra a percepción anterior, polo gran número de elementos culturais urbanos constatables (igrexas, prazas antigas, estatuas...).

4. Conclusións de Ferrol

- O número de persoas que realiza actividade física usando o mobiliario urbano nas prazas de Ferrol é elevado.

- O número de persoas que goza empregando as prazas para facer actividade física é alto.

- A diversificación do tipo de actividades é elevado.

Tipo de actividade

1.ª recollida

%

Voleibol

5

1,22

Pasear

116

28,50

Correr

0

0

Fútbol

62

15,23

Patín

10

2,45

Monopatín

0

0

Baloncesto

7

1,71

Pelota

30

7,37

Uso mobiliario

49

12,03

Música

0

0

Bicicleta

25

6,14

Malabarismos

0

0

Xogos infantís

110

27,02

TOTAL

407

100

 

 

- O tipo de chan é máis regular e facilitador para realizar actividade físico-deportiva.

- Percíbese o emprego da rúa e da cidade en xeral coma un elemento de goze, uso, ocio... e non tanto un elemento a contemplar polos seus habitantes. Por isto é unha cidade onde hai ruído, barullo, actividade.

- Atopamos unha relación entre a actividade comercial da cidade e a actividade física-favorecéndose unha a outra - realizada nas prazas colindantes.

GRÁFICA COMPARATIVA: porcentaxes por tipo de actividade en cada cidade.

Tipo de actividade

%S.C.

%F.

Voleibol

0

1,22

Pasear

74,65

28,50

Correr

0,13

0

Fútbol

1,81

15,23

Patín

1,67

2,45

Monopatín

0,06

0

Baloncesto

0,55

1,71

Pelota

0,41

7,37

Uso mobiliario

4,52

12,03

Música

0,27

0

Bicicleta

0,69

6,14

Malabarismos

0,13

0

Xogos infantís

1,25

27,02

TOTAL

100

100

 

 

 

5. Conclusións e discusión.

Entre os factores atopados cunha relación causa-efecto podemos cita-los seguintes:

1. Tipo de chan:

Tipo de chan

Prácticas facilitadas

Prácticas prexudicadas

Baldosa puída, cemento, asfalto

Medios de desprazamento rodantes: patín, bicicleta...

Algúns xogos populares: canicas, escondites ...

Baldosa irregular

Non atopadas.

Medios rodantes.

Natural: herba, terra e area

Xogos populares: escondites, pelota...

Medios rodantes excepto bicicleta.

Pista deportiva específica

O deporte para o que se fai a pista.

Ningunha en xeral.

 

2. O espacio disponible condiciona a actividade:

A actividade física e deportiva en xeral é moi esixente en canto á necesidade de espacio, co que se a superficie pública é pequena, o seu uso queda restrinxido para actividades comerciais de relación social de difícil convivencia coa actividade física.

Este fenómeno observouse en gran medida nas prazas de Santiago de Compostela, onde actividades como a fotografía turística non poden convivir cos perigos de lanzamentos de móbiles.

3. O mobiliario urbano condiciona a actividade:

A existencia de elementos recreativos infantís axuda mediante o seu emprego ó fomento da actividade física.

Por outra banda, as prazas con moitas superficies axardinadas, deixan pouco espacio disponible para a actividade física; só se pode pasear nelas.

4. O tipo de filosofía da cidade condiciona a actividade:

O ambiente socio-cultural supedita a actividade física xa que o tipo de cidade turístico-cultural de Santiago de Compostela hipoteca as posibilidades de actividade física.

Destaca esta razón para ve-la diferencia do uso das prazas entre as cidades observadas:

SANTIAGO DE COMPOSTELA

prazas observadas

Media persoas

Media persoas por praza

21

402

19,14

FERROL

prazas observadas

Media persoas

Media persoas por praza

11

407

37

5. Outras conclusións:

- As barreiras arquitectónicas:

Neste sentido comentamos que ás veces as grandes avenidas dificultan o acceso ós parques, sobre todo para os nenos pequenos.

- A influencia do día da semana:

En días festivos, o uso das prazas pola poboación en xeral é maior que a diario.

- A superficie total da praza:

Loxicamente, a área de xogo disponible determina a capacidade para admitir ou non un elevado número de actividades e usuarios.

 

 

7. Conclusión final:

"A ACTIVIDADE FÍSICO-DEPORTIVA DA POBOACIÓN EN XERAL, REALIZADA EN PRAZAS E ESPACIOS URBANOS, VESE INFLUENCIADA E SUPEDITADA ÁS CARACTERÍSTICAS DE: TIPO DE CHAN, MOBILIARIO URBANO, SUPERFICIE TOTAL DA PRAZA, CONTEXTO URBANO E O SEU EMPRAZAMENTO NA CIDADE".

6. Bibliografía.

- CASTRO, C e col (1996): "O aproveitamento do contorno no desenvolvemento da Educación Física". Inéditos.

- LÓPEZ, J. M.ª: "Ferrol". Colección Galicia pueblo a pueblo. Editado por La Voz de Galicia.

- SALVADOR, J. L. (1997 - 1998): "Apuntes de la asignatura de Instalaciones". Inéditos.

- TONUCCI,F (1997): La ciudad de los niños: un modo nuevo de pensar la ciudad. Editorial Fundación Germán Sánchez Ruipérez. Madrid.

- VARIOS (1993): "Voces en Compostela". Editorial La Voz de Galicia. Santiago de Compostela.

- VILLARIÑO, M.: "Santiago de Compostela". Colección Galicia pueblo a pueblo. Editado por La Voz de Galicia.

Actividade física no medio acuático natural: xestión e posibilidades

 

 

Pensamos que é importante inseri-las citas que fan referencia á variación da relación home-auga e da visión da mesma ó longo do tempo.

É importante simplemente ó ve-la importancia que o home lle concede á auga ó longo da historia. É unha maneira de ve-la influencia da auga no home.

Como exemplos, témo-los seguintes:

- A auga, un dos catro elementos da natureza na ciencia e filosofía antigas, fundamental para a vida humana, transfórmase e adquire maior valor cando se lle engaden propiedades minero-medicinais, pasando a ser considerada manifestación do poder sobrenatural dos deuses. As fontes convértense en lugares de culto, a relación entre o home e a auga convértese así nun pacto entre o home e a natureza.

"É común ós santuarios gregos, itálicos, romanos, sardos, bereberes e galos, por citar tan só certas manifestacións culturais e xeograficamente próximos á Península Ibérica, a vinculación case matemática do lugar sagrado con algún manantial, lagoa ou fonte de auga cunhas determinadas cualidades medicinais non exentas de fundamento científico".

- Distintos autores asumiron a importancia da auga no mundo celta: "No noroeste peninsular, os mitos relacionados coa auga tiveron o relevo proporcionado á importancia deste elemento na vida galega".

- Coma sinala Bouza-Brey, a través das fontes literarias do antigo cristianismo, destinadas a condenar certas prácticas, tense coñecemento dalgúns ritos deste culto hídrico na primitiva Galicia. Escoitemos a San Martiño, arcebispo de Braga, cando trona dicindo: "Numerosos son os diaños que, expulsados dos ceos, presiden o mar, os ríos, as fontes e os bosques, ós que os homes ignorantes do Deus verdadeiro fanlles sacrificios: no mar adoran a Neptuno, nos ríos ás Lamias, nas fontes ás Ninfas, nos bosques ás Dianas, todos eles malignos demos e espíritos infernais que danan e atormentan ós fieis que non saben defenderse co sinal da cruz".

- A auga aparece no mundo antigo como elemento de purificación e rexeneración, o baño nace así baixo estes dous aspectos e o carácter sagrado das fontes enxendra os rituais, que acentúan o seu carácter cando os manantiais teñen propiedades curativas. A enfermidade considérase un desequilibrio entre a persoa e o mundo externo e a recuperación dese equilibrio, leva implícita a incorporación dun rito purificativo.

- Pero os ritos en torno ás augas permanecen envoltos nun halo de misterio, xa que carecemos de datos acerca deles. Como resume do exposto ata agora empregarémo-las palabras de Markale, un bo coñecedor do mundo celta, que non dubida en afirmar: "A auga que purifica o corpo purifica a alma, e á inversa. A idea está ampliamente extendida, e o bautismo cristián non é máis ca unha das súas numerosas ilustracións. As fontes termais antes de seren recuperadas pola menciña profana, tamén se considerába que actuaban nos dous planos. Pero todo isto non ocorría sen ritos específicos, xestos, desprazamentos e invocacións. Eso é o que se descobre en tódolos usos populares concernentes ás fontes curativas ou ás augas dun río purificador. E se ben non atopamos ningún ritual galo ou céltico antigo, temos dereito a imaxinar que as prácticas actuais non deben ser moi diferentes ás dos nosos lonxanos antepasados".

A realidade é que xa nos tempos antigos comeza a xurdir esa estraña simbiose entre curación e pracer, este último como aspecto externo da hixiene, e que será difícil de disociar ó longo da historia. Ditos aspectos non serán recoñecidos como feitos distintos ata a época do maquinismo industrial, no que novos comportamentos sociais dan lugar a necesidades distintas.

- As primeiras instalacións urbanas que coñecemos serán os ximnasios gregos nos que o baño aparece contiguo á palestra, converténdose paulatinamente nun lugar de ociosidade espiritual, na que toda discusión filosófica era posible, nunha unión do pracer físico e o goce do espírito. A procura do equilibrio, configura de forma decidida a rexeneración, que será o resultado apetecido.

- É, nembargantes, o mundo romano o que dá forma definitiva ó baño, lugar de hixiene e de relación social; con eles adquire o aspecto de servicio público que permanecerá ó longo do tempo. O baño manifesta alí a súa maior complexidade e grandeza, a cal quedaría reflectida nas grandes termas imperiais. Os balnearios ou as termas reúnen entre as súas paredes todo o espírito científico e práctico que caracteriza ó romano onde non hai auga quente aparece o hipocastum para a rexeneración da calor; ónde xorde o problema constructivo, aparece a solución tecnolóxica adecuada.

- O hixienismo de finais do século derradeiro, cos avances correlativos á industrialización e ó sentimento social de práctica restrinxida á vida doméstica, converten ó baño en privado, consolidando definitivamente un hábito de limpeza.

- A Idade Media é un período contradictorio, xa que o baño nun principio aceptado será pouco a pouco rexeitado no mundo cristián por oposición ó estendido do mesmo na cultura árabe.

As prohibicións dos pais da Igrexa superpóñense ós decretos encaminados a fomenta-lo uso dos baños públicos e fontes termais.

Os baños árabes, paradigma da sensualidade, non cesaban de causar escándalo na sociedade de cristiáns vellos e pouca satisfacción debían causar na sociedade escurantista e pacata do século XVI español.

Comezamos, pois, a coñecer todos estes deportes que son practicables e practicados no medio acuático e, sobre todo, as súas características máis importantes:

"SURFING"

Normalmente este deporte é practicado nos litorais nos que hai moita ondada. Esto podería po- lo tanto realizarse en zonas de lagos ou grandes ríos nas que haxa unha ondada adecuada, xa que non todos as posúen. No caso de ter esta sorte, deberiamos acota-las zonas a utilizar e deixalas a cargo de persoal especializado.

CANOA

Aínda está considerada como un medio de transporte e é utilizada como tal en varias partes do mundo; nembargantes, nos EE UU e Europa é unha embarcación de recreo. Pode utilizarse nas mesmas instalacións que o anterior deporte pero non depende como este do vento, xa que este funciona con tracción humana.

REMO

Durante séculos foi utilizado con fins prácticos e recreativos. Facilitou o transporte ós exploradores e foi utilizado como ferramenta de traballo polos pescadores. Podemos consideralo tamén como un medio indispensable nos salvamentos e como un factor de recreo e satisfacción para gozar da auga.

Todos deberiamos aprender a manexar adecuadamente un bote de remos, e esta instrucción pode formar parte do programa acuático dun campamento ou de todo clube náutico público ou privado.

ESQUÍ ACUATICO

É unha derivación do esquí sobre a neve. Debemos puntualizar que para a práctica deste deporte necesitamos un bo nivel de habilidade natatoria.

VELA

A navegación a vela ten un papel importantísimo no desenvolvemento da civilización. Agora podemos considerala como unha navegación deportiva e de pracer.

MOTONÁUTICA

É a aplicación de motor a embarcacións de tipo deportivo, o que significou un adianto notable na práctica da navegación con fins recreativos.

PESCA

Entre as máis antigas actividades do home cóntase a pesca. Nos tempos remotos o home só pescaba para procurar comida, pero hoxe o seu maior afán estriba en practicar un novo e interesante deporte.

UTILIZACIÓN DEPORTIVA DOS LAGOS

Un lago é unha extensión máis ou menos grande de auga que se pode utilizar practicamente para tódolos deportes acuáticos. Unha vez observadas as compatibilidades e incompatibilidades que se poden dar entre os diferentes deportes, procedemos á distribución de zonas adecuadas a cada práctica para o seu mellor proveito.

Os cruceiros non son aplicables en zonas onde se utilizan barcas de motor: esquí acuático, motonáutica de competición, lanchas motoras¼

A pesca é incompatible, pola súa parte, con: natación, actividades subacuáticas e deportes de motor, pero pode practicarse dentro dunha planificación con deportes coma: piragüismo, remo, cruceiros, etc.

Así pois, procederiamos á enumeración dos deportes practicables nun lago ou río grande: pesca, natación, surf, actividades subacuáticas, salto de trampolín, piragüismo, navegación á vela, esquí acuático, motonáutica de competición, lanchas motoras, cruceiros. Poderíase tamén aproveitar unha zona coma hábitat de aves acuáticas.

NECESIDADES MATERIAIS E CONSTRUCCIÓNS EN FUNCIÓN DAS ACTIVIDADES:

VELA

Para a práctica deste deporte necesítanse ramplas e embarcadeiros para o amarre das embarcacións. É esencial, así mesmo, a construcción de servicios hixiénicos, vestiuarios e lavabos. Necesítase tamén un aparcamento e un alpendre ou almacén para garda-los utensilios que non se poden deixar nos barcos. Superficie necesaria: 4 hectáreas para veleiros pequenos de competición e recreo. Sería desexable poder contar con beiras de curvas longas e suaves ou rectas. Pódense admitir illas se están como mínimo a 46 metros da beira. A profundidade mínima debería ser de 1,50 m; mellor se é de 1,80 m.

REMO

Necesítase unha rampla de botadura. Pódese construír tamén unha grada de 18 m de longo que ó mesmo tempo serve para bota-los barcos grandes (8 m). A zona de práctica do remo debería estar protexida con corcheiras ou boias. Para poder facer regatas debemos ter como mínimo 1.500 m de longo e 50 m de ancho (4 bandas), e unha profundidade de 1,83 m. Sería recomendable ter un almacén de material.

PIRAGÜISMO

Podería sernos de utilidade unha grada co que no caso dun presuposto reducido, podería compartirse a de remo e así alternaríamo-las dúas actividades.

Coma no caso do remo, tamén sería recomendable a construcción dun almacén para garda-lo material. Consideraríamo-la construcción dun clube social coma opcional. Podemos practica-lo turismo en piragua e tamén facer carreiras. Para face-lo turismo só é necesario ter unha ruta que sexa practicable e quizais por iso é mellor facelo nun río.

Témo-las as distancias de 500, 1.000, e 10.000 m para poder realizar competicións internacionais. Para a distancia de 1.000 m necesitamos unha profundidade de 2 m e un ancho de 45 m (6 bandas), co cal poderiamos preparar unha zona para remo que tamén servise para piragüismo. Volvemos a resaltar que, no caso de ter unha zona exclusiva para piragüismo, esta debería delimitarse para evita-la invasión de motoras, barcos, etc.

ESQUÍ ACUÁTICO

Non se debe utiliza-la zona das proximidades das beiras escarpadas ou de formigón xa que fan que rebote a ondada. Aquí tamén é moi importante acota-la zona. Pódense utilizar ramplas de salto e incluso un circuíto de eslalom para os máis experimentados. Neste caso hai que ter en conta o seu mantemento. Se non temos posibilidades dunha motora a causa do presuposto ou pola contaminación dos aceites e combustibles, podemos optar por colocar a unha distancia da beira un raíl como os das estacións de neve. Os participantes vanse enganchando a medida que van saíndo os compañeiros. Deste xeito, colocamos un posto de vixilancia na metade do traxecto e así controlámo-los posibles problemas de caídas. Así, tamén eliminaremo-las esperas que se habían producir da outra maneira.

LANCHAS DE MOTOR E MOTONÁUTICA DE COMPETICIÓN

Practicariamos estes deportes no caso de ter un bo presuposto e non ter problemas de contaminación. Necesitariamos unha rampla de botadura e varios puntos de amarre, dependendo da cantidade de embarcacións, igual ca no caso dos veleiros pequenos. Coas lanchas máis grandes temos que utilizar un amarre máis compacto, coma no caso dos veleiros de maior tamaño. A superficie mínima de auga é de 6 hectáreas e a profundidade mínima debe ser de 0,92 m e sen algas.

CRUCEIROS

Realizaríanse cun barco ou katamarán no caso de ser nun lago ou nun río, senón a xente pode aburrirse. Outra maneira de facelo, no caso de non ter barcos ou presuposto para eles, sería en piragua ou remando. Pódense facer grupos con xente que saiba ou con xente dos cursiños para segui-los percorridos previamente seleccionados. Como instalacións, os iates ou katamaráns para cruceiros necesitan puntos de amarre e os seus métodos de atraque son máis compactos. Necesitan tamén as mesmas instalacións ca no caso dos veleiros (alpendres, vestiarios).

SALTOS DE TRAMPOLÍN

Estes poden practicarse nunha zona que sexa moi profunda, para evitar accidentes. Como instalación só necesitamos unha panca ou un trampolín, e unhas escaleiras para saír da auga.

PESCA

É quizais o deporte acuático máis popular e é practicable en case calquera sitio, pero é mellor acotalo por zonas. É mellor face-la limitación a unha soa das marxes do río, así deixamos grandes zonas libres para os peixes. A mesma perturbación das augas a causa dos deportes violentos conduce ós peixes a carón das zonas libres dela.

ACTIVIDADES DEPORTIVAS SUBACUÁTICAS

A dimensión que cobra a maior importancia neste apartado é a profundidade. Normalmente é preferible o mar, xa que as costas rochosas proporcionan augas con moi boa visibilidade e profundidade. As barcas a motor e os esquiadores acuáticos son un perigo para os mergulladores. ¡Ollo tamén cos pescadores!. Deberiamos acota-las zonas máis profundas para a xente que sabe mergullarse. Facer noutro sitio a iniciación (nunha piscina).

NATACIÓN

Poden marcarse e delimitarse zonas das beiras ou ben podemos facer instalacións paralelas con materiais non naturais, e de superficies duras. Deben de recibi-la máxima cantidade de luz solar e ter unha protección de ventos do norte e do leste. Tamén teñen que estar afastadas de árbores de folla caduca ou con grandes raíces. Hai que comproba-la dureza do chan, e ter en conta os accesos para os bañistas e o equipo de limpeza. Os arredores deben cubrirse con pavimento non esvaradizo (1 m ancho mínimo). Os desaugadoiros deben ir en sentido contrario a la piscina.

Poderíamos construír unhas instalacións con vestiarios, teléfono, botiquín, auga potable e aseos; amplos e nun sitio que queden cerca de tódolos accesos-saídas da auga. Así poden ser compartidos, aforramos en instalacións e ó mesmo tempo concentrámolas todas e quedan así como punto de partida-chegada, e son máis fáciles de xestionar e controlar.

"SURF" E "WINDSURF"

Neste caso dos lagos, só poderiamos utiliza-lo "windsurf" como práctica acuática, xa que só necesitámo-lo vento. Para poder practica-lo "surf", necesitaríamos unha boa ondada, que podemos conseguir mellor no mar.

O material necesario sería un chaleco salvavidas, ademais do clásico deste deporte (taboa, vela, traxe de neopreno, escarpíns). Como instalación sería interesante ter un alpendre ou almacén para evita-lo transporte diario do material. Como acceso serven as ramplas que xa podamos ter feitas para a botadura de calquera das embarcacións antes mencionadas, no caso de telas feitas. No caso de ter un bo acceso (estilo praia) á auga, serve perfectamente. Tamén é interesante o botiquín, o teléfono e os vestiarios.

ACTIVIDADE DEPORTIVA NOS RÍOS

Os ríos cambian normalmente de forma ó longo do seu curso. Podemos ter zonas tranquilas cheas de meandros anchos e abertos nos que poderiamos realizar case que as mesmas actividades que as realizadas nos lagos: pesca, natación, actividades subacuáticas, saltos de trampolín, zonas con aves acuáticas, piragüismo, remo e navegación a vela, así coma cruceiros con diferentes embarcacións. Algúns, incluso nos permiten realizar "windsurf".

Tamén temos zonas de rápidos que se denominan "augas bravas", nas que podemos realizar: pesca, descensos en piraguas, "rafting", etc. As instalacións poden ir sucedéndose ó longo das beiras. Dependendo da modalidade que se trate, poderiamos utilizar unhas móbiles (furgonetas) ou unhas fixas (apendres), ou as dúas ó mesmo tempo.

AUGAS BRAVAS (DESCENSO EN PIRAGUA)

Utilización dos rápidos dos ríos para, aproveitando a corrente do mesmo, descender por eles. Levan un remo co cal se axudan para dirixi-la embarcación e non chocar ou encallar. Os materiais necesarios, ademais da embarcación e o remo, son: chaleco salvavidas e casco.

"RAFTING"

Neste caso faise un descenso ó longo do río, en función da distancia ou do tempo. Pasamos diversas zonas: augas bravas, augas tranquilas, etc. Necesitamos unhas balsas nas que poidan navegar seis ou oito tripulantes e un monitor, que vai detrás. O resto do material é: traxes de neopreno, chalecos salvavidas, cascos e, como non, remos para todos. As instalacións son as mencionadas antes.

ESCALADA NAS FERVENZAS

Como o nome indica, trata da escalada das fervenzas, pola zona que ó escalador lle pareza máis doada. Necesitamos un monitor e material como: arnés, calzado apropiado, cordas e luvas. As instalacións destas actividades poden ir sucedéndose ó longo das ribeiras. Dependendo da modalidade da que se trate, poderiamos utilizar unhas móbiles (furgonetas) ou unhas fixas (alpendres) ou as dúas ó mesmo tempo.

En xeral sería necesario, ademais das instalacións deportivas de cada unha das diferentes especialidades mencionadas: auga potable, enerxía eléctrica e teléfono en cada un dos puntos de amarre. É tamén imprescindible un servicio permanente contra incendios, lugares para durmir e así poder utiliza-las instalacións en funcións de albergues. Podemos arranxar unha zona con dotacións para os nenos, coma bambans, etc. Todo esto estaría controlado e supervisado por unha oficina que poderiamos colocar na entrada, a través da que se controlarían e xestionarían tódalas instalacións. Sería moi interesante ter un centro de control que podería estar situado no lugar máis alto, dende o que se poidan supervisar e observar tódalas "instalacións" e actividades ó mesmo tempo tanto para distribuír ós usuarios no caso de facer un itinerario polas mesmas, coma no caso de ter que solucionar con rapidez calquer problema. Por último, podemos solicita-la construcción dun albergue para: fomenta-la actividade na zona, a creación de campamentos, realizar cursos de formación. Deste xeito, co tempo, poderiamos crear un centro natural de actividade acuática que, se é posible, poderiamos complementar con outro tipo de actividades.

NOTAS: O couto de pesca podería ser un espacio no que temos ó mesmo tempo unha reserva de aves acuáticas.

 

BIBLIOGRAFÍA

  • ALCOLEA, CARLOS; Aprender a nadar. Francisco Rivas Editor. Madrid, 1980.
  • DIDIER URBAIN, JEAN; Uses et costumes balneries. Editorial Libération. París, 1994.
  • LEBOREIRO, MARÍA ASUNCIÓN; A vida nos balnearios de Galicia. Editorial Ir Indo. A Coruña, 1997.
  • MANDEL, RICHARD D.; Historia cultural del deporte. Editorial Bellaterra, S.A., Barcelona, 1986.

Análise corporal das esculturas da coruña

 

Raquel Abeal Filgueira

Mercedes Justo Pena

 

INTRODUCCIÓN

"A escultura é a arte de somete-la materia á forma, imitando os seres vivintes, co fin de encarna-las realidades do espírito e do pensamento". Pódense, polo tanto, coñecer a través dela, importantes realidades dunha época, un lugar ou un personaxe concreto, o seu modo de pensar, de actuar,... de vivir. Polo tanto, consideramos necesario o levar a cabo un estudio adicado á iconografía das esculturas da cidade onde habitabamos: A Coruña. O obxectivo era ben sinxelo: recolle-las representacións artísticas no ámbito da escultura que salpicaban rúas e prazas desta cidade, e aplicar unha análise corporal, tentando ler nelas aspectos significativos vinculantes á importancia que se lle concede ó corpo e ó movemento .

Ante a diversidade de temas que se presentaron, decidimos reunilas por bloques que agrupan esculturas con características similares, pola súa temática ou connotacións parellas. Así pois falaremos de figuras que denominamos de "ilustres", figuras "do mundo militar"," relacionadas co mar", " coa actividade física"...

Cómpre sinalar respecto á metodoloxía do traballo, que a información foi obtida mediante unha investigación na que os libros non tiñan cabida polo carácter interpretativo do traballo. Os datos que necesitabamos sobre os personaxes representados nas esculturas estudiadas son froito dun traballo de búsqueda de información sobre a vida e obra de cada un, e a partir destes datos fixémo-la interpretación e a análise corporal das obras.

É por ter este carácter interpretativo que non se adxunta bibliografía.

FIGURAS ILUSTRES

Este apartado engloba dous bloques ou subconxuntos:

  • Por un lado, PERSONAXES DO MUNDO DAS LETRAS, esto é: destacados literatos galegos tales como Murguía, Curros Enríquez, Pondal, Castelao, Emilia Pardo Bazán, Valle Inclán, ...
  • Por outro, PERSONAXES QUE CONTRIBUÍRON DUN XEITO ESPECIAL NO DESENVOLVEMENTO DA CIDADE, e non exclusivos dun só campo.Así, por exemplo, aparece o Doutor Hervada, o periodista e político Daniel Carballo, Baltasar Pardal, relacionado co mundo da educación, ou o fundador de "La Voz de Galicia": Fernández Latorre.

Máis da metade das figuras son bustos, e as que aparecen enteiras, na súa totalidade reflicten un total estatismo. Son personaxes ilustres en pé ou sentados, en actitude de pose e con elementos que os caracterizan: pergamiños ou libros. Trátase, nos máis dos casos, de "grandes cabezas" para destaca-la valoración que se lle concede á súa capacidade creativa ou pensadora.

Cabe facer unha mención especial a algúns monumentos que agachan un complexo significado cun entramado de elementos a interpretar. Un deles é o adicado a Curros Enríquez, que representa o pobo galego e o seu traballo cotián, e que é o único deste grupo de esculturas adicadas ós ilustres, onde pode apreciarse unha análise corporal, na musculatura que o autor confire ós traballadores da terra, ós máis pobres, en contraposición coa privilexiada cabeza ou intelecto que se lles outorga ós literatos. Estes valores tamén están plasmados no monumento adicado a "Concepción Arenal", no que a águia sobre un libro, aplastando a un réptil, simboliza a gran forza que ten o coñecemento, a importancia da intelixencia e a cultura para supera-las desigualdades e redimir ós que sofren.

Resumindo, que falamos de tempos pasados no que primaba o intelecto e no que os conceptos de corpo e movemento estaban ligados ós máis desfavorecidos e ó seu duro traballo na terra.

En canto ó EMPRAZAMENTO destas figuras ilustres, coinciden nos lugares máis privilexiados da cidade, fermosos xardíns, espacios dedicados a manifestacións culturais, espacios propios, como pode se-la "Praza do Humor" e, nalgúns casos, erguidas sobre enormes pedestais, como sucede coas adicadas a políticos do nome de Daniel Carballo ou Linares Rivas.

ICONOGRAFÍA E ACTIVIDADE FÍSICA

O deporte non é un tema moi tratado na iconografía desta cidade; de tódolos xeitos, aparece unha pequena representación en zonas moi puntuais.

Riazor representa un lugar emblemático polas súas especiais connotacións que o achegan ás actividades físicas. A Fonte adicada ós "Surfistas" está emprazada neste paseo, nunha zona moi frecuentada polos asiduos a esta modalidade deportiva. As figuras representan un fabuloso estudio do corpo en movemento. Represéntanse grandes corpos que desprenden fortaleza física e habilidade e que, ó tempo, dan sensación de mobilidade e equilibrio. Non só queda reflectido o estudio do corpo, senón tamén a biomecánica que implica a devandita actividade.

Non moi lonxe, tamén en Riazor, encontramos outra manifestación deportiva que cada ano conta con máis e máis afeccionados: o fútbol. Tampouco é casual o emprazamento das esculturas relacionadas con este tema, que non pode ser outro que xunto ó Estadio de Riazor, onde xoga o equipo local que milita na 1ª División Nacional. Trátase de dúas esculturas que, aínda que de estilos moi diferentes, ambalas duas reflicten gran mobilidade.

Unha delas adicada ó "Mundial 82" , xa que este estadio foi escenario dun dos partidos. Aparecen tres figuras superpostas formando un todo, reflectindo así, a unión e colaboración necesaria nun equipo para acada-los seus obxectivos. A figura inferior está en actitude de desprazamento e a superior alza ó móbil: o balón, que comunica ós xogadores entre si. Tamén podería facerse unha 2ª lectura: o fútbol como medio para unir e relacionar ás nacións do mundo.

Outra escultura ligada ó fútbol é a adicada a "Juanito Acuña", con similitudes co anterior por definir homes atléticos, que desprenden mobilidade e que se relacionan a través do móbil.

Estas representacións artísticas rompen coa tónica xeral da cidade, caracterizada pola pose maxistral o estatismo e a pouca definición que se fai nos corpos.

ESCULTURAS RELACIONADAS CO MAR

No mesmo paseo onde están emprazados os surfistas podemos atopar outra escultura directamente relacionada co mar: "As Catalinas".

Polo seu emprazamento, pódese deducir que representan a vida das mulleres dos mariñeiros e pescadores. Unha delas (a máis nova) de pé ollando o horizonte nunha actitude de espera, parece coma se agardara a chegada dalgún barco. Por estar situadas xusto fronte ó mar intúese a brisa deste nos seus cabelos e vestido. A outra muller, sentada sobre unha pedra, denota, pola inclinación da súa cabeza, un aire de tristeza e melancolía e amósase pensativa. Quizais esta actitude reflexiva veña condicionada pola madurez que aparenta, ó contrario da súa compañeira, máis nova, que amosa tranquilidade e esperanza.

De todos modos a espera destas mulleres nunca chega a ser tan longa como a que se dá no caso dos emigrantes. Aínda que lamentable, esta era unha situación moi común en Galicia ata hai pouco tempo, e incluso agora, aínda que en menor escala e con outros puntos de destino segue a existir.

É por isto lóxico que tamén se lle adique unha escultura ós "Emigrantes".

O emprazamento desta non pode ser outra que o porto.

Este monumento está adicado a D. Pedro Barrié de la Maza pola súa colaboración coa emigración. A súa faciana está gravada en relevo no centro da escultura. Cómpre destacar tamén o poema de Rosalía de Castro "Adiós ríos, adiós fontes" inscrito na parte posterior do pedestal e que evoca a dureza desta circunstancia.

Sobre o pedestal, no medio, un barco separa a un home e unha muller. É evidente o desexo de uni-las súas mans, pero co impedimento do barco que representa o mar e a distancia existente entre eles. A mirada do home orientada cara ó novo destino e na muller apréciase unha profunda tristeza. A actitude da muller, estática, denota a súa resignación, mentres que a do home é algo máis dinámica, cunha perna adiantada iniciando a marcha. Esto é a resignación e a marcha do pobo galego durante moitos anos.

REPRESENTACIÓNS MILITARES

Xa por outra banda vemos que a cidade da Coruña tamén adica un apartado na súa iconografía ó MUNDO MILITAR, polo tanto é evidente que este está presente tamén na nosa realidade. Todos eles destacan pola súa actitude de grandeza e firmeza. Asemade trátase sempre de figuras sobre pedestais ou dunha gran magnitude.

Moi especialmente destaca neste aspecto o "Xeneral Millán Astray", emprazado na praza que leva o seu nome.

É evidente a relación destas figuras militares co urbanismo da cidade. Así, o "Xeneral Millán Astray" sitúase fronte a Capitanía e da nome a unha praza por ser fundador da Lexión.

Por outra banda, "Porlier" emprázase na praza de España, rodeado dunha fonte. Este personaxe estivo preso na Coruña por implantar en España as libertades políticas e restaura-la orde constitucional.

Tanto destas coma doutras figuras representativas do mundo militar cabe destacar que todas transmiten forza e grandeza pero non mobilidade. É dicir, amósanse xestos típicos militares: poses ríxidas.

OUTROS TEMAS

Incluímos aquí e de xeito breve algunhas estatuas significativas polo seu estudio corporal:

Xunto á estación do tren atopamos unha representación masculina e outra feminina, ambalas duas cun detallado estudio do corpo.

A figura masculina representa a un "Indio" espido. Desprende sosego e despreocupación, quizais cunha actitude de espera, pero unha espera tranquila. É probable que o seu emprazamento xunto á Estación non sexa casual, ben por non ser da cidade ou ben pola súa actitude de espera da que falabamos anteriormente.

Denótase un estudio e análise detallado de tódolos seus elementos corporais e faciais. Cómpre sinalar que o seu autor, Escudero, analiza o corpo con profundidade en case toda a súa obra expresando a intencionalidade da escultura na súa cara, postura, etc. Así pode ser significativo o feito de que a este, por ser indio, o represente espido, contrastando deste xeito as diferencias existentes entre culturas, considerando normal nel o feito de estar espido, polo que a súa actitude desprende paz e posa con tranquilidade, cousa que non ocorrería con alguén da nosa cultura.

O mesmo ocorre coa súa compañeira, a "Muller", obra de Castiñeiras, situada fronte a el, na que tamén se dá a análise detallada do corpo, neste caso feminino, que aparece sentado e transmitindo serenidade a pesar de aparecer espida.

Existen ademais na cidade da Coruña outras esculturas relacionadas con temas dispares. Unha delas é o "Monumento ó libro e ós seus creadores". Emprazada nos xardíns de Méndez Núñez, igual que a maioría das obras ligadas ó plano intelectual.

Esta escultura reflicte unha familia na que cada membro ten un libro nas súas mans e na que destaca a figura do neno situado no medio, de pé e alzándoo. Reflictese a intencionalidade do autor, Manuel García Bucinos, de plasma-la importancia dos libros como ferramenta de acceso á cultura e á formación dende idades temperás. Son os adultos máis achegados a eses nenos os encargados de impulsar neles o afán de coñecemento.

Trátase o corpo dende unha perspectiva vangardista.

Destaca aquí o feito da nudez do neno, que non se dá nos adultos que aparecen xunto a el, aspecto condicionado unha vez máis polo que dictan os costumes e normas sociais. Con esta nudez , represéntase ó neno como territorio virxe que se amosa "ó natural", tal e como é, é dicir, aínda non é producto da sociedade.

Nesta escultura, o único que desprende algo de vida é precisamente a acitude totalmente convencida do neno, como intentando descubri-lo poder do libro.

CONCLUSIÓNS:

Sen lugar a dúbidas, a cidade da Coruña recoñece, ante todo, o labor dos personaxes relacionados co panorama intelectual galego. Isto maniféstase de forma evidente tanto na cantidade de esculturas adicadas a estes personaxes ou intelectuais como no emprazamento das mesmas.

Feito o reconto destes monumentos observamos que:

  • O 49% están adicadas a figuras ilustres (literatos, políticos, médicos ...)
  • O 15% adícase ó mar.
  • O 7% relaciónase co deporte.
  • Outro 7% adícase ó mundo militar.
  • O 7% relaciónase con temas corporais.
  • O 15% restante relaciónase con outros temas variados.

Polo tanto, é evidente que o tema cultural supera calquera outro tema, seguido polas representacións ligadas ó mar. Desgraciadamente son poucas as vinculadas ó mundo deportivo e que transmitan algún movemento. Isto era así cando rematamos este estudio, hai tres anos; afortunadamente, na actualidade percíbese un auxe do valor concedido á actividade física pola sociedade herculina, plasmada nun aumento de monumentos adicados ó ambito deportivo.