Gestão Desportiva

O contributo do desporto nas políticas sociais no brasil

 

ARLETE ANCHIETA¹

THARCÍSIO ANCHIETA²

¹Assistente Social, Mestranda em Educação pela Universidade Politécnica do Equador;

Professora da Faculdade Dom Bosco.

²Profissional de Educação Física, Mestre em Gestão Desportiva pela Universidade do Porto,

Professor da Pós-Graduação da Uninorte.

 

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Quais os desafios da gestão desportiva enquanto gestor desportivo?

 

Tharcísio Anchieta, Mestre em Gestão Desportiva

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Universidade do Porto

 

Resumo

Tenta-se nesse artigo de opinião levantar o questionamento de qual o grande desafio dos profissionais que atuam como gestores do desporto na atualidade. Tal questionamento mostra-se fundamental no momento, uma vez que o fenômeno desportivo ultrapassa todas as fronteiras e envolve-se em várias áreas das atividades humanas, assim quem vai gerir esse fenômeno deve estar muito bem preparado e ter por base alguns princípios que poderão fazer a diferença para todos aqueles que direta ou indiretamente estão pelo desporto envolvidos.

 

Palavras chave: desporto - gestão - princípios - lucro.

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A “autonomia” da entidade de administração do futebol brasileiro

MSc. Tharcísio Anchieta

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Introdução

A legislação brasileira atual, garante em seu texto autonomia às entidades de administração do desporto, no entanto isso nem sempre foi assim, sendo o desporto por muitos anos controlados diretamente pelo Estado. Isto esteve evidenciado no período de ditadura militar que tinha o desporto como elemento estratégico, principalmente o futebol, paixão maior do povo brasileiro. Apesar da evolução da lei nesse sentido vale analisar até que ponto hoje o Estado realmente dá esta autonomia a entidade dirigente do futebol do Brasil.

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Futsal, meio de desenvolvimento social

Tharcísio Anchieta
Mestrando em Gestão Desportiva-Universidade do Porto 

Para retratar o futsal como um meio de desenvolvimento social é necessário entender as dimensões sociológicas do esporte entrando assim no âmbito da sociologia esportiva e também, entender o que efetivamente significa desenvolvimento social, todos os aspectos que o envolvem, depois disso analisar as características principais do futsal, os valores do jogo e de seus praticantes, mostrando como se deve educar através do mesmo para chegar ao desenvolvimento.
Observa-se que o entendimento do futsal neste contexto, está intimamente relacionado a maneira como o mesmo é orientado por professores e técnicos, já que suas características por si só, apesar de positivas, não atendem a todos os requisitos do conceito de desenvolvimento de um cidadão dentro de uma sociedade.
Assim, para apresentar o futsal como meio de desenvolvimento social, não basta mostrar suas características e sim mostrá-las e identificar como as mesmas podem ser direcionadas aos aspectos que geram o desenvolvimento social.

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O ensino da Gestão Desportiva no Amazonas

 

Tharcísio Anchieta

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Mestre em Gestão Desportiva

Conforme Sarmento (2008) gerir é rentabilizar meios. Assim cabe ao gestor desportivo desenvolver o desporto da melhor maneira possível com os meios que lhe forem disponibilizados ou a partir daqueles que ele mesmo venha a descobrir, mas isso só é possível quando existe uma base sólida de formação, capacidades e competências fundamentais para as funções de um gestor do desporto, assim com este estudo pretendeu-se verificar a forma como tem se desenvolvido o ensino da gestão desportiva no Amazonas, analisando sua presença na formação do profissional de educação física do Amazonas e constatou-se que a gestão desportiva é apresentada de forma insuficiente aos estudantes de educação física bem como existem pouquíssimas opções para se obter conhecimento na adequado na área dentro do estado, gerando profissionais carentes das competências necessárias para atuação na gestão do desporto amazonense.

Palavras chave: Formação, Gestor Desportivo, Desenvolvimento, Desporto, Competências.

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Olhar para o desporto do ponto de vista estético

 

Teresa Oliveira Lacerda

Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física

Universidade do Porto

Introdução

Num entendimento tradicional, perspectivar o desporto do ponto de vista estético conduz-nos imediatamente a pensar na beleza de diversas modalidades desportivas. Na verdade, ao falar-se em estética do desporto, rapidamente se evoca a beleza de movimentos desportivos característicos da ginástica rítmica desportiva, da patinagem artística, da natação sincronizada ou da ginástica artística. Takács (1989) afirma que a perspectiva do senso comum tende a demarcar os desportos belos, atrás referidos, dos desportos "feios" como o boxe, o râguebi, a luta ou as corridas de longa distância. Contudo, num estudo por si efectuado na Escola Superior de Educação Física da Hungria verificou que numa amostra constituída por futuros treinadores e professores de Educação Física, 90% faziam igualmente a mencionada distinção entre desportos bonitos e desportos feios.

Num outro trabalho desenvolvido por Dehedin e Thomas (1980) com estudantes universitários, em que se utilizou o diferenciador semântico de Osgood, cruzando adjectivos e desportos, verificou-se que o adjectivo belo foi atribuído à ginástica, ao ténis e à natação, enquanto o adjectivo feio foi associado ao boxe e ao halterofilismo.

Num estudo exploratório realizado pela autora (1997) com estudantes da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física-UP, 88% dos inquiridos preferiram as expressões desportos esteticamente atractivos e desportos esteticamente não atractivos às expressões desportos belos e desportos feios. Evidentemente que a questão da semântica destas expressões apenas interessa no que de significativo possa acrescentar à abordagem estética do desporto. Halterofilismo, culturismo, boxe, tiro e judo foram classificados como desportos esteticamente não atractivos. Quanto aos desportos esteticamente atractivos foram encontrados invariavelmente a patinagem artística, a ginástica rítmica, a natação sincronizada e a ginástica artística, mas também desportos como o basquetebol, o futebol, o ténis e a natação, o que parece revelar uma compreensão de estética menos subordinada à intencionalidade em realizar movimentos belos e mais referenciada a categorias como eficiência e competitividade.

Eficiência

Boxill (1988) afirma aliás (a propósito da tradicional discussão acerca da possibilidade de o desporto ser considerado uma arte) que a intenção em criar beleza não é o objectivo exclusivo do desporto, como também não o é da arte e, contudo, este não constitui um motivo para que lhe sejam retiradas qualidades estéticas. A autora realça que a eficiência é o traço fundamental necessário tanto à arte como ao desporto para provocar uma resposta estética no público. Kupfer (1988) acrescenta ainda que não é necessário que exista a intenção em criar beleza para que ela seja produzida. Este é também o nosso entendimento e por isso nos parece que desportos como o basquetebol, o voleibol ou o atletismo embora não possuam, naquilo que são as suas características essenciais, uma intenção marcadamente estética, encerram qualidades estéticas. Frequentemente como afirma Boxill (1988), é por intermédio da eficiência que essas qualidades estéticas são postas em evidência: "... o método mais eficiente é habitualmente o que manifesta a excelência do corpo e o exibe em harmonia com os equipamentos e/ou os factores da natureza. Quando o corpo se move de forma eficiente demonstra uma fluência e uma graça que constituem a sua beleza." (ibid. p. 514).

Vitória/Derrota

O desporto é um meio através do qual o corpo se movimenta, estabelece relações com o espaço, com o tempo, com outros corpos, traduzindo-se numa forma de expressão do homem. Essa expressão não se vê diminuída (nem mesmo em termos estéticos) por ao desporto estar intrinsecamente associada a dualidade da dimensão vitória/derrota. Para Kupfer (1988) ganhar constitui um símbolo de excelência, uma conclusão natural do jogar e Boxill (1988) entende que o desejo de vencer contribui mesmo para elevar o carácter estético do desporto: "Um jogo bem jogado agrada do ponto de vista estético e só ocorre numa competição que envolva o desejo de ganhar." (ibid. p. 515). (Convém esclarecer que o conceito de vitória para estes autores não se confunde em nada com o "ganhar a qualquer preço" que encontramos frequentemente imiscuído no desporto contemporâneo, fazendo emergir o que de pior existe no ser humano.)

Kaelin (1968, cit. por Osterhoudt, 1991) desenvolveu a noção de jogo bem jogado baseada sobretudo no critério estético. O ideal de jogo bem jogado é atingido quando o vencedor ultrapassa ligeiramente um adversário "à altura" e a violência controlada que leva a esta conclusão instrui, edifica todos os participantes. Argumenta que o desporto se torna num acontecimento estético através: do controlo da violência que conduz a um desenvolvimento dramático com vista a um fim disputado, através da continuidade das suas acções o que produz uma unidade dramática e, por meio do desenrolar de momentos significativos que de forma variada constroem, desmontam e levam ao culminar de tensões fundamentalmente desenvolvidas pela oposição de praticantes substancialmente idênticos. Kaelin partilha assim a opinião de Kupfer de que é a própria perspectiva de ganhar/perder, vitória /derrota que contribui para a dramática do desporto e para o seu carácter estético.

Competitividade

A competitividade é uma outra categoria que diversos autores (Kaelin, Keenan, Roberts, White, Kupfer e Boxill, cit. por Osterhoudt, 1991) entendem aumentar (e não diminuír) as qualidades estéticas do desporto. Formas de desporto em que a oposição explícita é menos visível (alguns desportos individuais, por exemplo, em contraste com os desportos de equipa) não são mais capazes de um desenvolvimento estético do que formas de desporto em que a oposição explícita é mais conspícua. No desporto, interpretado em termos latos, tal como na arte, o fim não pode ser identificado separadamente dos meios que permitem atingi-lo. O elemento competitivo do desporto contribui de forma significativa para a unificação de meios e fins, partes e todo, eleva e torna mais extraordinário o drama da actividade. O sentido teleológico e a dimensão estética que caracteristicamente visitam as artes são do mesmo modo comuns ao desporto.

Conclusão

"O desporto carece de perguntas que o interroguem fora da polarização do preto ou branco, do pró ou contra." (Bento, 1995, p. 270) e, na opinião de Cunha e Silva (1995) o recurso à mais-valia estética amplifica e poliperspectiva o objecto. A estética do desporto parece-nos assim mais uma leitura importante do fenómeno desportivo, que facilitará a compreensão de novas zonas deste objecto polifacetado. Parece-nos importante, contudo, que se preste atenção aquilo a que nos atreveríamos a chamar uma estética da divergência, no sentido que nos parece absolutamente necessário alargar o leque de categorias que tradicionalmente são associadas à estética do desporto. Isto não significa evidentemente um corte abrupto com as categorias tradicionais, muito menos o seu aniquilamento, mas urge introduzir a noção de que é possível fazer brotar categorias estéticas do fenómeno cultural que é o desporto, categorias essas que surgirão, naturalmente, numa perspectiva de continuidade das já estabelecidas.

Referências bibliográficas

BENTO, J. (1995): O outo lado do desporto. Vivências e reflexões pedagógicas. Campo das Letras, Editores, S.A. Porto.

BOXILL, J. M. (1988): Beauty, sport and gender. Philosophic Inquiry in Sport. William J. Morgan & Klaus V. Meier Editors, 509-518. Human Kinetics Publichers, Inc. Champaign, Illinois.

CUNHA E SILVA, P. (1995): O lugar do corpo. Elementos para uma cartografia fractal. Dissertação apresentada a provas de doutoramento. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física. Universidade do Porto.

DEHEDIN, J. & THOMAS, R. (1980): Image des disciplines sportives et méthodes d'analyse. Sports & Sciencies. Publié sous la direction de Raymond Thomas, 85-102. Editions Vigot, Paris.

KUPFER, J. (1988): A commentary on Jan Boxill's "Beauty, sport and gender". Philosophic Inquiry in Sport. William J. Morgan & Klaus V. Meier Editors, 519-522. Human Kinetics Publichers, Inc. Champaign, Illinois.

OSTERHOUDT, R. (1991): The philosophy of sport: an overview. Stipes Publishing Company. Champaign, Illinois.

TAKÁCS, F. (1989): Sport aesthetics and its categories. Sport Science Review, 12º ano, 27-41.