O deficiente visual e a ginástica rítmica desportiva : uma parceria possível
- Detalhes
- Categoria: Necessidades Especiais
- Publicado em 21-08-2008
- Escrito por motricidade
Prof. Roberta Gaio /** Rejane Gonçalves /** Ana Paula Rebello
** Prof. Ginástica Rítmica Desportiva da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
* Alunas do Curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Esta proposta tem como objetivo, mostrar a importância das atividades de expressão corporal, através dos movimentos mais específicos da Ginástica Rítmica Desportiva, para o deficiente visual. A música, o ritmo e os movimentos corporais em união com aparelhos adaptados da Ginástica Rítmica Desportiva fazem com que o deficiente visual venha a adquirir e executar combinações, que auxiliam no seu dia a dia.
De acordo com Gândara(1994), o deficiente visual só consegue perceber o mundo através do tato e da audição. Portanto acreditamos que através dos movimentos com aparelhos adaptados da Ginástica Rítmica Desportiva, o deficiente visual desenvolve uma condição corporal que facilita a sua auto expressão, a comunicação e a sua independência de ação e locomoção diante do tempo e do espaço.
A nossa proposta de trabalho é voltada exatamente para o deficiente visual. Desta forma dividimos o nosso trabalho em cinco momentos que destacamos a seguir:
Primeiro momento: O Surgimento da Ginástica Rítmica Desportiva e suas características:
Segundo Gaio(1996) "O surgimento da Ginástica Rítmica Desportiva, se deu em meados do século XX, na Europa Central e recebeu muitas contribuições para o seu desenvolvimento, através da influência dos mestres de pelo menos quatro correntes que foram: a Dança, a Arte Cênica, a Música e a Pedagogia" (p.27).
Encontramos em Bott (1986) que "A Ginástica Rítmica Desportiva, originou-se de temas educacionais básicos de ginástica pelo fundador suíço Jaques Dalcroze, que no século dezenove criou duas faculdades de treinamento que foi a base do movimento de treinamento em ginástica rítmica" (p.7).
Pelo que pudemos perceber a Ginástica Rítmica Desportiva é um conjunto de: expressão, ritmo, prazer, educação. Por isso há a influência das correntes da Dança, Arte Cênica, Música e a Pedagogia. Sua beleza, graça e elegância formam um conjunto harmonioso de movimento e ritmo. Além estimular o desenvolvimento de movimentos expressivos, a ginástica contribui para a melhoria da qualidade de vida , estimulando também as grandes funções vitais e sistemas anatômicos..
A Ginástica Rítmica Desportiva é uma união que se compõe de : Elementos Corporais, Música e Aparelhos, e, é através dessa união que podemos desenvolver uma atividade que contribui para o bem estar do ser humano, desenvolvendo-o nos aspectos cognitivo, motor e afetivo social..
Segundo momento: Características Gerais dos deficientes:
De acordo com Carmona(1992), podemos constatar que atualmente, ainda não se conhece qual é a população de deficientes, não se dispõem sequer de dados estatísticos confiáveis que consigam quantificar e identificar o número e os tipos de deficiências existentes no Brasil. Não se sabe ao certo a real situação deste cidadão quanto ao acesso ao estudo, à reabilitação e ao seu engajamento ao trabalho. Até hoje os dados utilizados pelo Estado e pelas entidades baseiam-se naqueles fornecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a ONU, países como o Brasil, "terceiro mundo", cerca de 10% da população apresenta alguma forma de deficiência. Tendo este referencial como base, pode-se afirmar que cerca de 13 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência. Entretanto a Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que nos países de terceiro mundo, esta porcentagem pode chegar a 15%.
No Brasil as áreas pobres são imensas, principalmente no norte e nordeste, locais de maior incidência, visto que nestas regiões os meios de vida e de prevenção de doenças são insatisfatórios. A Organização Mundial de Saúde afirma que aproximadamente 70% das deficiências tem como conseqüência direta a desnutrição.
De acordo com estas estimativas chega-se a seguinte distribuição percentual nas diferentes formas de "deficiência":
- Deficiência Mental: 6 milhões e 500 mil (5%)
- Deficiência Física: 2 milhões e 600 mil (2%)
- Deficiência Auditiva: 1 milhão e 950 mil (1,5%)
- Deficiência Múltipla: 1 milhão e 300 mil (1%)
- Deficiência Visual: 600 mil (0,5%)
Constata-se que a deficiência visual é a que existe em menor porcentagem. Nosso trabalho aborda as características dessa deficiência e apresenta uma proposta prática em Ginástica Rítmica Desportiva para essa clientela, apostando na parceria – deficiente e esporte.
Baseando-se ainda em Carmona(1992), verificamos que os municípios de São Paulo e Campinas, têm aberto um espaço de atuação para os deficientes. Podemos encontrá-los, num número restrito, empregados dentro da proporção assegurada pela lei em prefeituras. Conselhos foram criados para discutirem os problemas implícitos a esta questão. Não se pode dizer que nesta realidade a prefeitura esteja usando todos os recursos de que dispõe, mas pode-se encarar como um início que deve ter sua continuidade.
Em Campinas – SP - Brasil, há várias entidades cadastradas na Comissão de Integração ao Deficiente (COMIND), que servem muitas pessoas, com apenas uma Instituição destinada especialmente à habilitação profissional. Nas Secretarias da Educação, da Cultura e do Esporte, encontram-se esforços para realizar trabalhos destinados ao deficiente. O trabalho mais recente é o da biblioteca Braille, localizada na biblioteca central desenvolvendo as seguintes atividades: aulas de inglês, Sorobam que é um aparelho de fazer cálculos japonês inteiramente manual de abreviaturas Braille, que é reforço para alunos da rede municipal que apresentam deficiência visual. A biblioteca Braille possui um acervo de 2.000 obras de livros em Braille e cerca de 280 livros falados.
Após citarmos algumas estimativas, levantamos agora as características, os problemas e as influências dos distúrbios visuais. Buscamos em Scholl(1982), o relato que a criança deficiente visual, parcial ou total, sem dúvida, é evidente ser prejudicada em termos gerais em sua convivência, no dia a dia, se não for estimulada para além das suas diferenças.. Mas as pessoas que a cercam, isto é, pais, professores e colegas, na maioria das vezes acabam dificultanto ainda mais seu desenvolvimento, uma vez que se sentem incapazes de lidar com situações diferentes e deixam de estimular as capacidades destas crianças. Todos estes fatos causam uma desmotivação , fazendo com que a criança deficiente visual perca o interesse em ser independente.
Na nossa opinião, o que acontece até os dias de hoje, é o fato das pessoas terem uma atitude errônea diante dos deficientes visuais. Atitude esta, de dó, de piedade, e isto acaba gerando idéia de que o cego não têm condições de fazer nada, de que ele é um ser incapaz de sobreviver sozinho.
As pessoas esquecem que os cegos são privados apenas de um órgão do sentido, e que os outros órgãos podem e devem ser estimulados para que o deficiente visual venha a participar da vida escolar, social e do lazer hoje e assim, amanhã vir a ser um adulto auto-suficiente, no que diz respeito a construção da sua vida em sociedade.
Encontramos também em Scholl(1982), que de acordo com os escritos , a definição da cegueira baseia-se em duas características: a acuidade visual e o campo de visão. Tal definição no passado também foi utilizada pelos educadores, mas posteriormente eles acabaram analisando que para o processo educacional, o uso que o ser humano faz da sua capacidade visual, não pode ser determinado por medidas objetivas, pois duas pessoas com a mesma acuidade visual determinada pelo oculista podem fazer um uso bem diferente da visão, a tal ponto que uma deve ser ensinada por métodos auditivos e táteis, enquanto a outra possa aprender por métodos visuais.
Sendo assim entendemos que, com o passar do tempo, os educadores foram definindo o distúrbio visual com mais clareza, para o campo da educação. Na verdade seria necessário testes em cada pessoa separadamente, considerando que uma pessoa poderia aprender mais aceleradamente que outra, o que é muito válido, porque ninguém é o mesmo sempre, e nem igual. O mesmo se aplica as atividades físicas, pois é claro que um indivíduo pode ter mais facilidade que o outro. Isto depende da vontade do profissional em propor vivências motoras, que possam trazer para o deficiente visual crescimento global, objetivando a busca da sua indepedência.
Há um grande impacto da deficiência visual sobre o crescimento e o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo social do ser humano. Acreditamos que o distúrbio visual não influi diretamente sobre o desenvolvimento físico da criança, no que diz respeito à estatura e peso, mas sim à prematuridade do que à incapacidade visual, perante as possibilidades de movimentos corporais.
As crianças que sofrem do distúrbio visual, normalmente são prejudicadas na aprendizagem de habilidades motoras e no desenvolvimento das capacidades físicas, posto que são pouco estimuladas.
A criança com distúrbio visual não pode aprender pela simples imitação, muitas vezes tem medo de realizar movimentos devido a incapacidade de perceber o espaço, impostos por obstáculos, "gerando assim o atraso da aprendizagem".
Terceiro momento: As características do deficiente visual e o desenvolvimento de atividades:
Encontramos em Gândara(1994), "que o deficiente visual congênito desconhece todas as possibilidades gestuais, portanto utiliza a percepção tátil e o estímulo verbal como meio para introduzi-lo no mundo do movimento"(p.31).
A mesma autora citada acrescenta: "A obtenção gradativa do movimento rítmico depende do domínio da coordenação neuro-muscular, rapidez, percepção do espaço-temporal, equilíbrio e força. A criatividade de movimento somente será alcançada após a vivência com as possibilidades articulares e musculares"(p.31).
Analisando estes parágrafos acima mencionados percebemos que o domínio do movimento rítmico para o deficiente visual é um processo bem lento e bastante difícil porque o mesmo só dispõe praticamente das percepções que são captadas pelos órgãos do sentido, que são através do tato e da comunicação verbal.
Observamos também que para alguns deficientes visuais é mais fácil captar a exatidão do tempo no ritmo da música que para outros e que através das articulações, eles descobrem cada vez mais as possibilidades de se movimentarem e executarem vários gestos. Isto acontece primeiramente com o auxílio do professor, pois a insegurança no início das atividades por parte do deficiente visual é muito grande.
Podemos também observar, que a proposta de ensino começa pelos movimentos mais fáceis e estáticos para os mais complexos e em deslocamentos, aprimorando assim a execução por parte dos deficientes visuais para as coisas sempre mais complicadas. Sendo que o período de ensino-aprendizagem do movimento para deficiente visual vai ser, até certo modo, maior que para as pessoas ditas "normais".
Porém, é importante, num primeiro momento, fazer com que o deficiente visual conheça suas possibilidades corporais, para depois partir para os movimentos específicos da modalidade a ser praticada. E como o "corpo fala", o professor conseguirá conhecer melhor os sentimentos de seus alunos e identificar o seu humor dia após dia de trabalho.
Achamos muito interessante quando Gândara(1994) diz que através das qualidades do som, principalmente o timbre do som, o deficiente visual poderá identificar um objeto ou uma pessoa que o emitiu.
E concordamos com a mesma (op. cit), no trecho de seu livro onde relata que o deficiente visual deve-se fazer compreender através de significados propostos por outros meios de percepção. Isto porque, se o deficiente visual não tem como captar através da coordenação viso-motora, ele deve ser estimulado através da percepção tátil, do olfato e da audição, dando assim um certo respaldo para que ele aprenda e se sinta menos excluído da vida social.
É muito significativo observar que, como o deficiente visual não tem a percepção visual ele consegue nos mostrar a verdadeira expressão tanto gestual como corporal, pois como não enxerga, não tem vergonha, somente tem limites, contrário da pessoa vidente, que na maioria das vezes tem bloqueios, sem às vezes ter limites.
O movimento que, para a pessoa dita normal é aparentemente fácil, para o deficiente visual é mais difícil. Mas com a repetição dos movimentos os deficientes visuais acabam assimilando, experimentando as atividades motoras que não são exploradas com diversos aparelhos. No caso da modalidade de Ginástica Rítmica Desportiva, o processo vai ser enriquecedor e complexo, porque o deficiente visual vai se adaptando a mais um elemento que é o aparelho. Portanto além dos movimentos corporais e do ritmo da música, o deficiente visual se expressará em comunhão com os aparelhos adequadamente adaptados para a prática deste esporte. É esta a nossa proposta de trabalho, a adaptação dos aparelhos da Ginástica Rítmica Desportiva para o deficiente visual, bem como a criação de uma metodologia de aplicação.
Neste sentido, consideramos que é importante a adaptação de todas as modalidades para contribuir com o desenvolvimento do deficiente visual, em termos de postura, locomoção, mas principalmente que o trabalho possa valorizar o deficiente visual na sociedade, excluindo todos os preconceitos, estimulando a auto estima e o gosto pela vida.
Quarto momento : O deficiente visual e a prática da Ginástica Rítmica Desportiva
Para o deficiente visual, o tempo de assimilação dos movimentos na Ginástica Rítmica Desportiva depende da consciência corporal e percepção de espaço e tempo, da mesma forma que, para as pessoas ditas normais. Porém a resposta a toda aplicação, vivência em Ginástica Rítmica Desportiva acontece lentamente, isto porque nessa modalidade utiliza-se muito a coordenação viso motora, da qual o deficiente visual é impedido de explorar. Então os deficientes visuais se apoiam nas outras percepções que serão: táteis e auditivas.
Desta forma, as adaptações dos aparelhos utilizados pela Ginástica Rítmica Desportiva, foram feitas com auxílio de materiais audíveis, fazendo assim interligação entre o som e o manuseio do aparelho para a execução de movimentos gímnicos ritmados.
Partindo do princípio que a Ginástica Rítmica Desportiva possui cinco aparelhos oficiais para a sua prática, sendo eles: Corda, Bola, Arco, Maças e Fita, sem excluir nenhum, fizemos as adaptações sem descaracterizar a modalidade atendendo os deficientes visuais em suas necessidades. Em nenhum momento os aparelhos foram reorganizados fora dos padrões de medidas, pesos, cumprimento e tamanho exigido pela Federação Mundial de Ginástica Rítmica Desportiva.
Buscamos a mais completa perfeição e plasticidade do aparelho adaptado - material audível -, para o deficiente visual. Em se tratando de aprendizagem de possibilidades motoras em Ginástica Rítmica Desportiva, foi ensinado primeiramente os elementos corporais(andar, correr, saltitar, saltar, equilíbrio, ondas, flexibilidade), e em seguida estimulamos o manuseio dos aparelhos adaptados, aguçando a audição. Depois propomos a execução dos movimentos corporais em parceria com o aparelho e em último o acréscimo da música. Como momento final, construímos uma série de conjunto (seis pessoas), dando o fechamento a prática pedagógica, incentivando a criatividade e o trabalho em grupo.
Destacamos a seguir os aparelhos da Ginástica Rítmica Desportiva com suas respectivas adaptações:
1) CORDA: Para sua adaptação, colocamos um guizo em cada ponta e mais dois guizos de cada lado sem afetar o meio da corda.Com a corda exploramos os seguintes movimentos:
saltitos com deslocamentos, saltos sem deslocamentos, circundunções e balanceamentos, quicadas, enrolar a corda no corpo, solturas.
2) BOLA: a bola tem de 18 à 20 cm de diâmetro. É o aparelho mais difícil de se adaptar, pois o acesso em seu interior é complicado. Optamos pela adaptação com guizos no interior e elástico para ser preso no dedo, para facilitar sua recuperação após lançamentos. Porém tivemos que utilizar bola de isopor. Com a bola exploramos os seguintes movimentos:
rolamentos no solo e no corpo, quicadas rítmicas, lançamentos e recuperações, circundunções e balanceamentos, equilíbrio da bola etc.
3) ARCO: o arco tem de 80 à 90 cm de diâmetro. Para sua adaptação, colocamos em seu interior grãos de areia ou grãos de feijão ou pequenas pedrinhas, com ponderância na quantidade, visando o som e não a alteração de peso do aparelho para não afetar o movimento. Com o arco exploramos os seguintes movimentos:
rotação em diversos planos, rolamento no solo e no corpo, inversões, lançamentos e recuperações, balanceamentos, circundunções, batidas do arco no solo etc.
4) MAÇAS: as maças são dois aparelhos compostos de quatro partes cada a saber: cabeça, pescoço, corpo e base. Adaptamos os aparelhos amarrando um guizo um pouco antes da cabeça em cada maça. Com as maças exploramos os seguintes movimentos:
pequenos círculo e molinetes, empunhadura somente com três dedos, lançamentos e recuperações (duas maças alternadas, simultâneas, uma maça só ), batidas rítmicas (maça com maça, maça no solo), movimentos assimétricos etc.
5) FITA: este aparelho é composto de um estilete de fibra de vidro mais a fita propriamente dita, com sete metros de comprimento, sendo um metro dobrado, ficando então com seis metros de comprimento total. Para sua adaptação, colocamos um guizo na ponta final da fita, de menor tamanho possível, mas com som audível, para não dificultar e não sobrecarregar o seu manuseio e não comprometer os movimentos de total beleza que este aparelho realiza. Com a fita exploramos os seguintes movimentos:
serpentinas, espirais , circundunções, balanceamentos, impulsos, lançamentos e recuperações .
Os deficientes visuais necessitam de um tempo maior para vivenciar os diversos movimentos anteriormente mencionados. Porém é de grande valia o trabalho com aparelhos para esta clientela, pois estimula o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo social, incentivando a construção da consciência corporal e da percepção espaço temporal.
Acreditamos que o trabalho com aparelhos manuais aplicado aos deficientes visuais contribui para o entendimento de vida em sociedade, no mundo de objetos e pessoas.
Quinto momento:O deficiente visual e a Ginástica Rítmica Desportiva: uma parceria possível!
Relatando um pouco sobre a prática aplicada junto ao Centro Interciplinar de Atenção ao Deficiente da Pontifícia Católica de Campinas – São Paulo - Brasil , pudemos observar que nas aulas as alunas deficiente visuais chegam acompanhadas e com um ótimo astral. Elas se relacionam normalmente com as outras pessoas e posteriormente já se preparam para o início da aula, fazendo aquecimento - alongamento. A princípio estão trabalhando com o aparelho corda. Quando aprendem algo novo, é através da demonstração da professora e através do toque no corpo da professora que elas criam seu vocabulário motor em Ginástica Rítmica Desportiva. Outros fatos importantes acontecem na construção de uma metodologia de trabalho nessa área para os deficientes visuais, como por exemplo temos: salientar um ponto fixo imaginário para manter o equilíbrio em movimentos específicos da ginástica.
Continuando, percebemos que a aprendizagem da coreografia não é difícil, os movimentos já aprendidos são realizados sem dificuldades, porém há a necessidade de descobrir o espaço nos desenhos das formações . O aparelho corda não se torna uma barreira, somente um componente a mais na composição do vocabulário motor em ginástica. A professora participa de toda a aula e de todos os movimentos, com o auxílio da alunas, o que valoriza a proposta na linha da educação inclusiva.
Sendo assim fechamos nosso trabalho propondo com essas ações romper com a visão exclusivamente clínica sobre os deficientes, buscando uma visão mais pedagógica, sócio interacionista, estimulando um olhar de compreensão e atenção as necessidades das pessoas em praticarem dos diversos esportes
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BOOT, J.(1986) Ginástica Rítmica Desportiva, Editora Manole.
CARMONA, V. L. B.(1992) A Liberdade de Ir e Vir e suas Implicâncias no Lazer das pessoas portadoras de deficiência - Um Direito esquecido, FEF UNICAMP.
CRUICKSHANK, W. M. e JONHSON, G. O. (et alli) (1992) Educação de Excepcionais, Globo S.A, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
GAIO, R.(1996) Ginástica Rítmica Desportiva "Popular" - Uma Proposta Educacional, Editora Robe.
GÂNDARA, M.(1994) A Expressão Corporal do Deficiente Visual Campinas-SP.
SCHOLL, G. T.(1982) A Educação de Crianças com Distúrbios Visuais in CRUICKSHANK, W. M. e JONHSON, G. O. (et alli) Educação de Excepcionais, Globo S.A., Porto Alegre e Rio de Janeiro.

