Força e agilidade no handebol

Análise da força explosiva e agilidade de adolescentes praticantes de handebol
Titulo resumido: força e agilidade no handebol
Marcelo Cozzensa da Silva, Eduardo Lucia Caputo¹ , Wilmar Esperança Pereira, Paulo Vicente B. de B. Correia, Vinicius Pereira Vaz¹,

Resumo: O objetivo do estudo foi avaliar a força explosiva de membros superiores e inferiores e a agilidade de adolescentes de ambos os sexos praticantes de handebol de uma escola privada da cidade de Pelotas. Para isso foram avaliados 14 meninos e 27 meninas, com média de idade de 13,1 anos. Foram verificadas diferenças estatística entre os sexos em relação a todas as capacidades físicas testadas: força de membros superiores (p<0,001), força de membros inferiores (p<0,001) e agilidade (p<0,001). Baseado nos resultados é possível concluir que os meninos possuem níveis mais elevados de agilidade e força explosiva de membros superiores e inferiores quando comparados às meninas. Os achados do estudo devem ser utilizados com cautela devido ao número reduzido de alunos pesquisados e a característica da escola (particular) estudada.
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A Relação da Aprendizagem Motora com o Desporto de Rendimento Futsal

Tharcísio Anchieta

"A criança deve ser trabalhada por completo, pois quanto maior for o número de experiências motoras vividas, maiores serão as respostas quando o acervo-motor estiver totalmente formado" (APOLO, 2004, p. 9). "O exercício de uma seqüência de movimentos melhora a coordenação e leva à habilidade (motricidade fina) e agilidade (motricidade global)" (WEINECK 2000, p.46, apud HOLLMANN;HETTINGER, 1980, p. 11).

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Ginástica Artística Masculina

GINÁSTICA ARTÍSTICA MASCULINA: CARACTERÍSTICAS E EXIGÊNCIAS ESPECIAIS EM CADA APARELHO

Profa. Dnda. Michele Viviene Carbinatto
Universidade de São Paulo
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Prof. Giuliano Cangiani
Universidade Metodista de Piracicana

Introdução
A ginástica artística é um esporte que encanta, por seus gestos altamente perfeitos e minuciosamente treinado. Trataremos aqui deste esporte nesta perspectiva, ou seja, o das competições esportivas, no qual cada movimento, cada ação deverá seguir padrões e normas técnicas e regrada.
Primeiramente gostaríamos de ressaltar o uso do próprio termo. A ginástica artística fora adotada no Brasil desde sua implantação, por volta de 1824, e em Assembléia no ano de 2004, fora considerada o nome oficial pela Confederação Brasileira de Ginástica. Porém, a Federação Internacional de Ginástica ( FIG), com o objetivo de minimizar confusões no sentido de que a ginástica olímpica poderia ser referida a qualquer ginástica que fosse competida nos Jogos Olímpicos, adotou o termo Ginástica Artística, como aquela que era competida nos aparelhos ( solo, salto, cavalo com alças e paralelas). Encontramos nas literatura brasileira ainda referência e ambos termos, porém utilizaremos nesta monografia o termo oficial da Confederação Brasileira de Ginástica, ou seja, a ginástica artística.
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Compreendendo a Ginástica Acrobática

COMPREENDENDO A GINÁSTICA ACROBÁTICA: CARACTERÍSTICAS HISTÓRICAS E TÉCNICAS DA MODALIDADE

Profa. Dnda. Michele Viviene Carbinatto
Universidade de São Paulo
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Profa. Mariana Pedro Winterstein
Profa. Marcela Lupo Alasmar
Universidade Metodista de Piracicaba


Resumo: A proposta deste trabalho é de pesquisar, apresentar e demonstrar as características da Ginástica Acrobática aos que desconhecem este esporte, com a intensão de popularizá-la e exemplificá-la de um modo que ela seja melhor compreendida, divulgada e praticada.  Através de pesquisas bibliográficas, consultas no código de pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG) e entrevistas com técnicos e atletas, buscamos compreender inicialmente o histórico dessa modalidade no mundo e no Brasil, comentando suas características, apontando sua origem, sua história e a repercussão da Ginástica Acrobática dentro de nosso país. Posteriormente enfocamos nossa pesquisa nas características de competição, explicando a divisão de conjuntos, o perfil físico dos atletas e relacionando os exercícios estáticos com os exercícios dinâmicos. Comentaremos as exigências e regras da Ginástica Acrobática de competição e como se dá a sua arbitragem e pontuação. Procuramos trazer um conhecimento sobre esta modalidade, que futuramente possa se tornar um esporte olímpico.
 

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Comportamentos de liderança preferidos por futebolistas de elevado nível competitivo da cidade de Maputo

 

 

António Manuel Fonseca1, Faruk Takidir2 e Rui Albasini2

1Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto, Portugal; 2Faculdade de Ciências da Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica de Maputo, Moçambique

 

RESUMO

Nas duas últimas décadas, os comportamentos de liderança preferidos pelos atletas têm sido extensamente investigados em diversos países e desportos. Em Moçambique, no entanto, até ao momento, nenhum estudo foi desenvolvido sobre este assunto. Nesse sentido, decidimos interrogar 37 futebolistas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos, de duas das 10 equipas participantes no principal campeonato de futebol da região de Maputo (que integra as equipas mais representativas de Moçambique), sobre os comportamentos de liderança que preferiam que os seus treinadores tivessem durante os seus processos de treino. Para a avaliação das suas preferências foi utilizada uma versão traduzida e adaptada da Leadership Scale for Sports (LSS). A análise dos resultados revelou que enquanto os comportamentos indicados pelos atletas como mais preferidos foram os relacionados com o Treino e Instrução, seguidos pelos relativos ao Reforço e ao Suporte Social, os comportamentos relativos às tomadas de decisão, particularmente os Autocráticos, foram indicados como sendo os menos preferidos, o que, em termos gerais, é convergente com o verificado noutros estudos descritos na literatura.

 

INTRODUÇÃO

Um dos modelos teóricos relacionados com a liderança em contextos desportivos mais populares é o Modelo Multidimensional da Liderança, elaborado por Chelladurai e colaboradores (Chelladurai, 1978; Chelladurai & Carron, 1978) para explicar como os comportamentos dos treinadores, em interacção com as características situacionais e dos seus atletas, podem interferir ao nível da satisfação e do rendimento atingido pelas suas equipas.

Em nossa opinião, uma das razões para a sua popularidade reside no facto de os seus autores se terem preocupado igualmente em desenvolver um instrumento a partir do qual ele pudesse ser testado com diferentes indivíduos e em diferentes contextos.

Efectivamente, a Leadership Scale for Sports (LSS), desenvolvida por Chelladurai e colaboradores (Chelladurai, 1978; Chelladurai & Saleh, 1978, 1980), desde logo foi adoptada pelos investigadores desta área, tendo-se tornado, ao longo dos anos, como um dos instrumentos mais utilizados para a avaliação dos comportamentos dos treinadores. Segundo os seus autores, a LSS pode ser utilizada não só para caracterizar os comportamentos efectivamente produzidos pelos treinadores (tanto segundo a perspectiva dos atletas como dos treinadores) mas também para os atletas indicarem os comportamentos que preferem que os seus treinadores tenham.

Daí que, nas duas últimas décadas, os comportamentos de liderança preferidos pelos atletas tenham sido extensamente investigados em diversos países e modalidades desportivas a partir do recurso à LSS (ver Chelladurai, 1993), permitindo a constituição de um conjunto de conhecimentos extremamente útil no que concerne à definição das melhores estratégias a seguir para a obtenção dos mais elevados índices de rendimento e satisfação dos elementos de uma equipa.

No entanto, aqueles estudos, para além de um ou outro realizado no continente asiático, têm sido fundamentalmente desenvolvidos na América do Norte e na Europa (ver Chelladurai, 1993). Assim sendo, decidimos realizar um estudo com atletas moçambicanos, no sentido de investigar até que ponto as suas preferências relativamente aos comportamentos dos seus treinadores convergiriam com os resultados encontrados nos estudos descritos na literatura.

METODOLOGIA

Amostra

Participaram neste estudo 37 futebolistas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos, de duas das 10 equipas participantes no principal campeonato de futebol da região de Maputo. De referir que o campeonato do Maputo integra as equipas mais representativas de Moçambique.

Instrumento e procedimentos

Para a avaliação dos comportamentos de liderança preferidos pelos atletas foi utilizada uma versão traduzida e adaptada da Leadership Scale for Sports (LSS). A LSS é constituída por uma lista de 40 itens, correspondentes a cinco dimensões de comportamentos de liderança (Treino e Instrução, Suporte Social, Reforço, Democrática e Autocrática). Os inquiridos indicam a frequência de ocorrência de cada um dos 40 comportamentos numa escala tipo Likert de 5 pontos (de 1=raramente a 5=sempre). A média dos resultados dos itens de cada dimensão corresponde ao valor de cada dimensão e ao respectivo comportamento

RESULTADOS

Quadro 1. Preferências dos atletas relativamente aos comportamentos de liderança dos seus treinadores. Média e hierarquia dos valores de cada dimensão, em função do tipo de comportamentos.

Comportamentos de Interacção

Comportamentos de Decisão

Treino e Instrução

Reforço

Suporte Social

Autocráticos

Democráticos

4,78

4,59

3,98

3,34

3,91

 

Ao analisarmos as respostas dos atletas (ver Quadro 1) verificámos que, em termos dos comportamentos de interacção, os indicados por eles como os mais preferidos foram os relativos ao Treino e Instrução, seguidos pelos referentes ao Reforço e, finalmente, ao Suporte Social.

Em relação aos comportamentos de decisão, os valores atribuídos pelos atletas aos comportamentos democráticos foram substancialmente superiores aos atribuídos aos comportamentos autocráticos.

De sublinhar que os valores atribuídos às três dimensões de comportamentos de interacção foram todos eles superiores aos atribuídos às duas dimensões dos comportamentos de tomadas de decisão.

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

Uma das áreas que, nos últimos anos, mais interesse tem gerado no âmbito da psicologia do desporto é a que se relaciona com os comportamentos de liderança, interesse esse perceptível a partir da constatação do elevado número de estudos realizados até ao momento por diversos investigadores (ver Chelladurai, 1993; Serpa, 1990, 1995).

A circunstância de a maioria dos estudos sobre os comportamentos de liderança dos treinadores terem sido realizados na América do Norte e na Europa esteve na origem da realização deste estudo com um grupo de futebolistas moçambicanos de elevado nível competitivo.

Ao analisarmos as suas respostas, verificámos que os comportamentos de liderança que eles destacaram como os mais preferidos foram os relacionados com a dimensão do Treino e Instrução e com o Reforço. Ou seja, os futebolistas indicaram preferir fundamentalmente os comportamentos dos seus treinadores que privilegiavam a transmissão de conhecimentos intimamente relacionados com a aprendizagem ou desenvolvimento de competências específicas da modalidade, e os que se orientavam no sentido do fornecimento de informações positivas relativas ao modo como esses conhecimentos eram apreendidos por eles.

Em nossa opinião, é perfeitamente compreensível que atletas com as características dos por nós interrogados (i.e., adultos de elevado nível competitivo) prefiram comportamentos por parte dos seus treinadores que estejam mais relacionados com o que afinal todos eles perseguem: obtenção de sucesso desportivo. Aliás, também noutros estudos realizados com atletas de elevado nível competitivo foram encontrados resultados semelhantes a estes (e.g., Fonseca & Fonseca, no prelo; Fonseca & Rocha, 1995).

Do mesmo modo, tal como na maioria dos estudos descritos na literatura, também os nossos inquiridos indicaram preferir mais frequentemente comportamentos de interacção com os seus treinadores do que comportamentos de tomadas de decisão.

No que concerne a estes comportamentos, de tomadas de decisão, a análise das respostas dos atletas revelou que eles preferiam os democráticos aos autocráticos, isto é, preferiam ter também uma palavra a dizer relativamente a determinadas decisões relacionadas com a equipa.

Quando analisamos os estudos realizados até ao momento sobre este tema, verificámos que em relação a este ponto os resultados não são conclusivos. Com efeito, enquanto alguns atletas indicaram preferir que os seus treinadores tomassem as decisões de uma forma autocrática (e.g., Serpa, 1990; basquetebolistas seniores), outros destacaram preferir a ocorrência de comportamentos democráticos por parte dos seus treinadores (e.g., Fonseca, Ferreira, Fonseca & Lopes, 1994; Fonseca & Fonseca, 1995; no prelo; Fonseca & Rocha, 1995).

Em relação a este ponto, pensamos, no entanto, que seria importante definir claramente quais os aspectos envolvidos nas decisões a tomar pelos treinadores. Ou seja, em nossa opinião, há imensos aspectos em relação aos quais é perfeitamente natural que o atleta prefira ser ouvido pelo treinador antes de este decidir (e.g., equipamento, folgas) e outros em relação aos quais prefira que a decisão caiba exclusivamente ao treinador (e.g., quem joga, como joga).

Em suma, pareceu evidenciar-se que os futebolistas por nós inquiridos preferiam que os comportamentos dos seus treinadores se orientassem fundamentalmente no sentido da promoção da aprendizagem e desenvolvimento das suas competências para a prática do futebol e que sublinhassem os momentos em que essa aprendizagem e desenvolvimento se processa da forma correcta. Para além disso, os nossos inquiridos pareceram preferir os comportamentos democráticos aos autocráticos. Nesse sentido, os resultados deste estudo são convergentes com os descritos na literatura internacional para atletas de características similares.

 

REFERÊNCIAS

Chelladurai, P. (1978). A contingency model of leadership in athletics. Tese de doutoramento. Universidade de Waterloo, Canada.

Chelladurai, P. (1993). Leadership. In R.Singer, M.Murphey, & L.Tennant (Eds), Handbook of research on sport psychology, (pp.647-671). New York: McMillan Publishing Company.

Chelladurai, P. & Carron, A. (1978). Leadership. Ottawa: Sociology of Sport Monograph series, Canadian Association for Health, Physical Education, and Recreation.

Chelladurai, P. & Saleh, S. (1978). Preferred leadership in sports. Canadian Journal of Applied Sport Sciences, 3, 85-92.

Chelladurai, P. & Saleh, S. (1980). Dimensions of leader behavior in sports: Development of a leadership scale. Journal of Sport Psychology, 2, 34-45.

Fonseca, A.M., Ferreira, F., Fonseca, P. & Lopes, R. (1994). Preferred leadership in portuguese competitive soccer: A study with junior players. Comunicação apresentada no 23rd International Congress of Applied Psychology, Madrid, Espanha.

Fonseca, P.M. & Fonseca, A.M. (1995). Os comportamentos de liderança no futebol junior de competição. Comunicação apresentada no Encontro Internacional de Psicologia Aplicada ao Desporto e à Actividade Física, Universidade do Minho, Braga, Portugal.

Fonseca, P.M. & Fonseca, A.M. (no prelo). Estilos de liderança preferidos e percepcionados na esgrima de alto nível em Portugal: Será a perspectiva dos atletas semelhante à dos seus treinadores? Actas do V Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa. Maputo, Moçambique.

Fonseca, A.M., & Rocha, H. (1995). Perception par les coaches du style de leadership préféré des athlètes. Sport, 38 (3), nº151, 40-45.

Serpa, S. (1990). O treinador como líder. Panorama actual da investigação. Ludens, 12(2), 23-32.

Serpa, S. (1995). La relation coach-athlète: principaux courants de la recherche en Europe. Sport, 38 (3), nº151, 6-17.